Isenção do IR traz dignidade e comida na mesa, afirma Lula
Nova regra beneficia 16 milhões de brasileiros e garante alívio financeiro de até R$ 4.800 anuais para trabalhadores de classe média.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 03/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A isenção do IR entra em vigor a partir deste mês e altera diretamente a dinâmica financeira de milhões de lares brasileiros. A medida, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, zera a cobrança para quem recebe até R$ 5 mil mensais e reduz as alíquotas para rendas de até R$ 7.350. O objetivo central é corrigir distorções históricas do sistema tributário e devolver poder de compra à população.
O impacto da nova política fiscal alcança cerca de 16 milhões de contribuintes imediatamente. Ao desonerar a folha de pagamento da classe trabalhadora, o governo projeta um aquecimento na economia através do consumo das famílias.
Economia real no bolso do trabalhador
Em pronunciamento recente nas redes sociais, o presidente Lula enfatizou que a mudança não é apenas técnica, mas social. Segundo o mandatário, a economia gerada pela atualização da tabela pode chegar a quase R$ 4.800 por ano para alguns perfis de renda.
“Você vai economizar o equivalente a quase R$ 4.800 por ano. Significa quase um décimo quarto salário para você. Então vai sobrar mais dinheiro no final do mês”, declarou Lula.
Para o presidente, o alívio tributário se traduz em necessidades básicas atendidas. A lógica do governo é que o dinheiro retido anteriormente pelo Fisco agora circulará no comércio local.
“Isso é comida na mesa, mais tranquilidade dentro de casa e dignidade”, reforçou Lula, classificando a cobrança sobre salários menores como incorreta.
Como a isenção do IR será custeada
Uma das principais dúvidas sobre a ampliação da isenção do IR refere-se à compensação fiscal. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que a medida cumpre uma promessa de campanha e corrige o congelamento da tabela que vigorou por anos, penalizando as faixas de renda mais baixas.
Para equilibrar as contas públicas sem onerar o trabalhador, o governo implementou uma tributação mínima para os super-ricos.
- Quem paga a conta: Contribuintes com renda superior a R$ 1 milhão por ano.
- Impacto: Cerca de 140 mil milionários passarão a pagar um imposto mínimo.
- Beneficiados: 10 milhões deixam de pagar e 5 milhões pagam menos.
Haddad argumenta que o modelo promove justiça social. “Quem ganha mais de R$ 1 milhão por ano e não pagava imposto vai passar a pagar um imposto mínimo”, explicou o ministro, destacando que essa contribuição compensa o alívio dado à base da pirâmide.
Salto de qualidade na economia com a Isenção do IR
A atualização das faixas de contribuição é vista pelo Executivo como um passo inicial para um “salto de qualidade” na estrutura econômica do país. A isenção do IR para a classe média baixa libera recursos para o pagamento de dívidas, lazer e planejamento familiar, fatores essenciais para o bem-estar social.
Haddad define a mudança como uma “folga” necessária para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas no fim do mês.
Ao colocar a população no centro das decisões econômicas, o governo sinaliza que a prioridade é o desenvolvimento com inclusão. Com a nova regra da isenção do IR consolidada, a expectativa é que o aumento da renda disponível impulsione outros setores produtivos ao longo do ano.