Golpe do CNPJ é alvo de operação que prende 6 em SP

Ação da Polícia Civil desarticula quadrilha que causou prejuízo de R$ 90 mil a empresas do interior paulista usando dados de terceiros.

Crédito: Pablo Jacob / Governo de São Paulo

Um esquema sofisticado de golpe do CNPJ foi desmantelado na manhã desta terça-feira (3) durante a Operação “Primeira Impressão”. A ação, coordenada pela Polícia Civil, cumpre oito mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão contra uma organização criminosa especializada em estelionato e receptação no interior de São Paulo. Até o fechamento desta reportagem, seis suspeitos haviam sido detidos e dois permaneciam foragidos.

As investigações, conduzidas pelo 4º Distrito Policial de Assis, revelaram que o bando utilizava cadastros de empresas idôneas para validar transações comerciais fraudulentas. A ofensiva visa frear a prática recorrente do golpe do CNPJ, que vitimou recentemente uma empresa sediada em Assis, gerando um prejuízo estimado em R$ 90 mil.

Como funcionava o golpe do CNPJ

A engenharia social aplicada pelos criminosos era calculada para não levantar suspeitas imediatas. Segundo os investigadores, o grupo realizava compras utilizando dados empresariais legítimos de terceiros. Para conferir uma aparência de legalidade à negociação, eles efetuavam o pagamento de uma entrada inicial.

Após receberem as mercadorias, os estelionatários interrompiam os pagamentos restantes e cortavam qualquer canal de comunicação com os fornecedores. Essa tática de “dar uma entrada” é uma característica marcante dessa variação do golpe do CNPJ, pois retarda a percepção da fraude por parte da vítima.

O inquérito teve início após o registro de um boletim de ocorrência em 27 de janeiro de 2025. O aprofundamento das apurações permitiu mapear o fluxo logístico da quadrilha. Os produtos obtidos ilegalmente eram desviados para receptadores em municípios estratégicos.

Cidades alvo da operação

O núcleo central da organização estaria sediado em Guariba, mas os tentáculos do crime se estendiam por diversas regiões. A operação de hoje mobiliza 48 policiais civis e 14 viaturas para cumprir ordens judiciais nas seguintes cidades:

  • Guariba (núcleo operacional);
  • Motuca;
  • Rincão;
  • Pirassununga;
  • Botucatu;
  • Araras;
  • Hortolândia.

Apreensões e continuidade das investigações

A Polícia Civil identificou ao menos dez pessoas envolvidas diretamente no esquema. A justiça autorizou as prisões e buscas com base na materialidade dos crimes e nos indícios de que o grupo continuava aplicando o golpe do CNPJ contra outras empresas da região.

Durante as diligências desta terça-feira, os agentes apreenderam diversos dispositivos eletrônicos e documentos. Esse material passará por perícia técnica e será fundamental para identificar novas vítimas e rastrear o destino final dos produtos subtraídos. A desarticulação deste grupo representa um golpe duro contra a impunidade em crimes patrimoniais digitais e corporativos.

A operação segue em andamento para capturar os foragidos e contabilizar o prejuízo total causado pela quadrilha através do golpe do CNPJ.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 03/02/2026
  • Fonte: Fever