IPCA-15 sobe 0,48% em setembro, puxado pela conta de luz
Em setembro, a tarifa de energia elétrica subiu 12,17%, elevando o IPCA-15 a 0,48% e impactando a inflação no Brasil. A alta em Habitação foi significativa.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 25/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
A tarifa de energia elétrica residencial registrou um expressivo aumento de 12,17% em setembro, em decorrência do término do Bônus de Itaipu. Este ajuste contribuiu para que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador preliminar da inflação no Brasil, apresentasse uma elevação de 0,48% no mês em questão, conforme divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice de setembro marca um acréscimo de 0,62 ponto percentual em comparação a agosto, quando foi registrada a primeira deflação em mais de um ano, com uma queda de 0,14%. Segundo os dados do IBGE, o grupo Habitação teve um impacto significativo na inflação, alcançando uma alta de 3,31%, em grande parte devido ao aumento da tarifa de energia elétrica.
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Após uma redução acentuada de 4,93% em agosto, as tarifas elétricas subiram consideravelmente neste mês, impulsionadas pelo fim do Bônus de Itaipu que havia beneficiado os consumidores anteriormente. Além disso, desde o início de setembro, foi implementada a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
Com os resultados da primeira quinzena de setembro considerados, o IPCA-15 acumula uma alta de 5,32% nos últimos doze meses. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, onde a inflação era de 3,76%, este novo índice ainda ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro que previam variações entre 0,51% e 0,52% para setembro.
Cinco dos nove grupos analisados pelo IBGE mostraram elevações nos preços durante agosto. Além do impacto em Habitação (3,31%), também foram observadas altas em Vestuário (0,97%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,36%), Despesas Pessoais (0,20%) e Educação (0,03%).
Variação dos Grupos em Setembro
- Alimentação e Bebidas: -0,35%
- Habitação: 3,31%
- Artigos de Residência: -0,16%
- Vestuário: 0,97%
- Transportes: -0,25%
- Saúde e Cuidados Pessoais: 0,36%
- Despesas Pessoais: 0,20%
- Educação: 0,03%
- Comunicação: -0,08%
Análise dos Fatores da Inflação
A energia elétrica voltou a ser um dos principais fatores responsáveis pela pressão inflacionária após ter contribuído para a deflação no mês anterior. Com um aumento de 12,7% em setembro e uma contribuição significativa de 0,47 ponto percentual para o índice geral, o item energético se destacou nas contas do mês.
A queda no grupo Alimentação e Bebidas (-0,35%) é relevante e representa a quarta consecutiva. Essa diminuição foi liderada pela redução nos preços de itens essenciais como tomate (-17,49%), cebola (-8,65%) e arroz (-2,91%). Em contraste, as frutas tiveram uma leve alta média de 1,03%, atenuando a queda do grupo.
A alimentação fora do domicílio também apresentou um leve aumento de 0,36%, embora inferior ao registrado em agosto (0,71%). A desaceleração se deu principalmente pela diminuição nas altas dos preços relacionados a lanches e refeições.
O grupo Transportes teve uma queda significativa de -0,25%, influenciada principalmente pela redução nos preços do seguro voluntário de veículos (-5,95%) e passagens aéreas (-2,61%). Nos combustíveis houve um leve recuo nos preços do gás veicular (-1,55%) e gasolina (-0,13%).