Inteligência artificial já é usada por 47% da população do Estado de SP
Pesquisa inédita da Fundação Seade revela que quase metade da população paulista adota essas ferramentas para trabalho, estudos e lazer.
- Publicado: 26/03/2026 16:27
- Alterado: 26/03/2026 16:27
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Seade
A inteligência artificial deixou de ser promessa e invadiu a rotina paulista. O levantamento da Fundação Seade atesta que 47% dos moradores do Estado de São Paulo já utilizam essas tecnologias de forma ativa. Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot dominam as telas e otimizam tarefas diárias.
O perfil de quem domina a inteligência artificial
Jovens e profissionais escolarizados lideram essa transformação digital. A adoção das plataformas generativas reflete diretamente o nível de renda e o acesso à educação formal no estado. A disparidade geracional salta aos olhos nos dados coletados.
Confira os números exatos do uso tecnológico:
- 74% dos paulistas entre 18 e 29 anos são usuários frequentes.
- 73% das pessoas com renda familiar superior a 10 salários mínimos utilizam os sistemas.
- 64% dos cidadãos com ensino superior integram a automação em suas rotinas.
- 84% dos idosos acima de 60 anos nunca testaram essas inovações.
Propósito corporativo e acadêmico
O mercado de trabalho absorveu a inteligência artificial rapidamente. Profissionais entre 30 e 59 anos representam a maior fatia de usuários que aplicam os algoritmos para fins corporativos e produtividade.
A pesquisa detalhou as principais motivações de uso:
- Trabalho: 39%
- Lazer ou uso pessoal: 35%
- Estudos: 26% (com pico de adesão entre os jovens de 18 a 29 anos)
“Os dados mostram que a IA já faz parte do cotidiano de uma parcela significativa da população, mas seu uso ainda é bastante heterogêneo entre os diferentes grupos sociais.” — Irineu Barreto, analista de pesquisas da Fundação Seade.
A desigualdade impõe barreiras ao avanço
Mais da metade da população permanece à margem da inovação. Exatos 53% dos paulistas não integram essas plataformas em seu dia a dia. A barreira técnica supera o simples desinteresse.
O desconhecimento operacional afeta 28% dos não usuários. A mesma proporção de pessoas relata falta de confiança nos resultados gerados pelos robôs. Outros 18% sequer compreendem a utilidade prática dessas soluções algorítmicas na vida real.
A percepção pública reflete otimismo e cautela. Cerca de 61% consideram a tecnologia benéfica para a sociedade. Em contrapartida, 53% temem a substituição de postos de emprego por máquinas.
A pesquisa ouviu 4.101 pessoas via sistema automatizado (URA) em dezembro de 2025. O cenário evidencia uma transição tecnológica irreversível. Os números provam a escalada da inteligência artificial na economia criativa. O desafio imediato consiste em democratizar o acesso e combater a exclusão digital severa.