10% dos jovens recorrem à inteligência artificial para lidar com emoções

Estudo TIC Kids Online Brasil revela busca de jovens por apoio em chatbots, gerando alerta de especialistas.

Crédito: Freepik

Um dado alarmante emergiu da nova pesquisa TIC Kids Online Brasil, divulgada nesta quarta-feira (22): um em cada dez (10%) crianças e adolescentes no país já utilizou ferramentas de inteligência artificial generativa para discutir questões emocionais ou pessoais. O levantamento, conduzido pelo Cetic.br, mapeia o comportamento digital da faixa etária de 9 a 17 anos.

A análise foi robusta, entrevistando 2.370 jovens e seus responsáveis, com coletas realizadas entre março e setembro de 2025.

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O alcance do uso de IA entre jovens

Os resultados mostram uma adoção ampla da tecnologia: 65% dos entrevistados já interagiram com alguma IA generativa. O principal motivo alegado para esse uso, no entanto, é o auxílio em pesquisas escolares e tarefas acadêmicas, mostrando a rápida integração dessas ferramentas na rotina de estudos.

A busca por apoio emocional em chatbots

Contudo, o foco de preocupação da pesquisa é o uso da inteligência artificial para lidar com emoções. Esse comportamento é ainda mais prevalente entre os mais velhos: 16% dos adolescentes de 15 a 17 anos admitiram buscar consolo em chatbots. Na faixa de 13 a 14 anos, o índice foi de 12%.

Essa tendência não é isolada. Pesquisas internacionais apontam que ferramentas como o Chat GPT estão se tornando confidentes digitais para adolescentes. Especialistas, no entanto, alertam para os riscos significativos. Análises de segurança já identificaram que o uso da inteligência artificial para lidar com emoções pode ser perigoso, com sistemas fornecendo conselhos inadequados ou até nocivos sobre temas sensíveis, como a automutilação. A busca por inteligência artificial para lidar com emoções expõe uma nova vulnerabilidade.

10% dos jovens recorrem à inteligência artificial para lidar com emoções
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Alerta sobre tecnologia emergente

Luisa Adib, coordenadora da pesquisa, destacou a cautela necessária ao avaliar o uso da inteligência artificial para lidar com emoções por esse público.

É fundamental reconhecer que estamos lidando com uma tecnologia emergente, cujas falhas e limitações ainda estão sendo exploradas. Existe o perigo de que essas crianças e adolescentes recebam informações erradas ou prejudiciais ao abordarem questões sensíveis, muitas vezes difíceis até mesmo para discutir com adultos de confiança“, afirma Adib.

O estudo do Cetic.br sublinha uma nova realidade onde a inteligência artificial para lidar com emoções se torna uma alternativa para jovens, mas também expõe a vulnerabilidade desse grupo a conselhos não moderados. A interação com a inteligência artificial para lidar com emoções exige um debate urgente sobre segurança e regulação.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 22/10/2025
  • Fonte: Fever