IA no currículo: o que ajuda e o que pode te prejudicar
Especialistas alertam que, apesar dos avanços da IA, a originalidade e a personalização ainda são decisivas para se destacar no mercado de trabalho
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 28/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O uso da Inteligência Artificial (IA) para criar ou revisar currículos tem se expandido entre profissionais, levantando dúvidas sobre sua eficácia na busca por emprego. Para Patrícia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil (Infojobs), o segredo está no equilíbrio entre tecnologia e autenticidade.
“Usar a Inteligência Artificial no processo de elaboração ou revisão de currículos pode ser um diferencial competitivo, desde que bem utilizada. Mas se o profissional busca por um texto pronto, que pode ser aplicado a qualquer vaga em qualquer área, o currículo se torna genérico e menos atrativo”, explica Patrícia.

Hellen Martins, de 28 anos, moradora de Mauá, concorda que a personalização é um ponto forte: “A Inteligência Artificial me ajuda a organizar melhor as minhas palavras, experiências, e assim, pra mim, deixa bem melhor, diferente dos modelos tradicionais”.
Gustavo Rodrigues, de 25 anos, de São Bernardo do Campo, concorda que a IA é mais favorável na fase de revisão: “Eu acredito que IA quando usada para revisão é muito favorável… Acho legal a ideia de você mesmo montar seu currículo, seu objetivo referente à área desejada, e aí sim, pedir para a Inteligência Artificial revisar, fica mais original.”
A CHRO do Infojobs reuniu orientações práticas para quem deseja utilizar a inteligência artificial como aliada, sem abrir mão da originalidade.
Dicas para usar IA e garantir a originalidade do currículo:
- Mostre resultados reais: O currículo deve traduzir a experiência em impacto (conquistas, melhorias implementadas). A IA ajuda a estruturar frases, mas o profissional deve inserir as conquistas que fizeram a diferença em sua trajetória.
- Deixe o texto com a sua cara: Após usar ferramentas de escrita, revise o conteúdo para incluir expressões pessoais. A personalização é vital para que o currículo não soe “robótico”.
- Adapte para cada vaga: Evite enviar a mesma versão do currículo. Use a IA para reorganizar informações, destacando competências e experiências relevantes para a descrição da vaga específica.
- Use palavras-chave com contexto: As palavras-chave (analisadas por sistemas ATS) precisam ser incluídas de forma natural e conectadas a situações reais. Isso mapeia os termos mais usados na vaga e transmite credibilidade.
- Revise antes de enviar: A revisão humana é indispensável para garantir clareza e coerência. “O mais importante é falar de quem você é, não apenas de quem você acha que o recrutador quer que você seja”, reforça Suzuki.
Apesar de a IA agilizar etapas como triagem e filtros de competências, o contato humano continua decisivo. A CHRO conclui que a avaliação de cultura, valores e autenticidade é o que, no final, garante a vaga.