INSS terá biometria obrigatória? Entenda o que muda nas novas regras!!
Nova exigência do governo afeta pedidos de aposentadoria e auxílios a partir de 2025. Idosos acima de 80 anos estão isentos da regra.
- Publicado: 24/06/2026 10:29
- Alterado: 24/06/2026 10:29
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: INSS
O INSS publicou na segunda-feira (22) uma portaria no Diário Oficial da União que torna obrigatório o cadastro biométrico para a concessão de aposentadorias, auxílios e benefícios assistenciais. A medida do Governo Federal busca confirmar a identidade dos segurados e bloquear fraudes em pagamentos.
A nova etapa da fiscalização consiste na coleta de impressões digitais e reconhecimento facial do cidadão. O sistema cruzará as informações fornecidas com o banco de dados oficial da União para validar o repasse financeiro.
Como comprovar a biometria no INSS
Cidadãos que solicitarem repasses da autarquia previdenciária precisarão atestar o registro biométrico. O governo utilizará bases oficiais já consolidadas para evitar que a população precise refazer o procedimento sem necessidade. Os documentos aceitos incluem:
- Carteira de Identidade Nacional (CIN);
- Título de eleitor;
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A regra entrará em vigor integralmente para novos requerimentos a partir de novembro de 2025. A exigência já ocorria de forma restrita desde setembro de 2024 para o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). O uso da tecnologia também baliza a liberação de empréstimos consignados.
Grupos isentos da nova regra
A regulamentação do INSS dispensa a coleta de biometria para parcelas vulneráveis da população ou pessoas com dificuldades operacionais. As exceções estabelecidas pela portaria englobam:
- Idosos acima de 80 anos: exigem apenas documento com foto ou registro no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS);
- Migrantes e refugiados: utilizam documentação provisória específica de imigração;
- Residentes no exterior: atestam a identidade via declaração consular ou acordo internacional;
- Impossibilitados de locomoção: requerem apresentação de atestado médico emitido há menos de 30 dias;
- Moradores de áreas isoladas: comprovam residência via Cadastro Único ou contas de consumo.
Regras de transição para quem já recebe o benefício
A atualização cadastral do INSS ocorrerá de forma gradual para os atuais beneficiários. O órgão garante que não fará bloqueios automáticos ou suspensão de pagamentos neste primeiro momento de implementação da norma.
Quem já possuía o auxílio aprovado até dezembro de 2026 manterá o status regular durante o período de adaptação. O sistema aceitará registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou passaportes coletados até essa mesma data limite.
Pessoas sem nenhuma identificação digital cadastrada deverão providenciar a CIN a partir de janeiro de 2027. O documento unificado assumirá o papel de referência principal nas análises da seguridade social a partir de janeiro de 2028.
“A medida busca reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes”, afirmou o Ministério da Previdência Social sobre o escalonamento do cronograma.
Consequências do descumprimento das normas
Trabalhadores que ignorarem a convocação ou falharem na comprovação biométrica enfrentarão sanções administrativas. O sistema arquivará as solicitações pendentes e classificará o requerente como desistente do processo.
A orientação oficial recomenda que os segurados utilizem o portal digital gov.br para verificar ativamente suas pendências. O INSS alerta que a regularização antecipada garante a continuidade da análise e evita a interrupção no calendário de pagamentos.