Insegurança causa cansaço mental nas brasileiras

Insegurança afeta a saúde emocional de 7 em cada 10 brasileiras, revela estudo

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A sensação de insegurança em relação a furtos, roubos e violência tornou-se um fator determinante no comportamento e na saúde das brasileiras. Um estudo recente conduzido pela Verisure revela que o medo constante mantém sete em cada dez mulheres em estado de alerta ou ansiedade frequente, um reflexo que ultrapassa o receio momentâneo e compromete seriamente o equilíbrio emocional e físico. De acordo com o levantamento, que ouviu 300 mulheres de diversos estados, as consequências dessa percepção de risco são profundas, manifestando-se em altos índices de estresse constante, cansaço mental e dificuldades para dormir, muitas vezes causadas por qualquer barulho ou movimento suspeito ao redor de suas casas.

Essa insegurança, que já havia sido apontada pelo Instituto Ipsos como a maior preocupação nacional em 2026, atravessa diferentes esferas da vida feminina. O estudo detalha que o receio de ter a residência invadida ou sofrer violência física é consideravelmente maior entre as mulheres do que entre os homens, gerando um impacto direto na qualidade de vida. Além do desgaste psicológico, o medo impõe limitações práticas e severas à rotina. Evitar sair de casa à noite ou restringir os horários de retorno são decisões comuns para a maioria das entrevistadas, que veem seu direito de circulação e lazer cerceado pela vulnerabilidade urbana.

Dentro do ambiente doméstico, os reflexos também são evidentes nas decisões cotidianas. Muitas mulheres admitem evitar atender à porta quando estão sozinhas ou hesitam em deixar crianças, idosos e até animais de estimação sem companhia. O medo de invasões faz com que muitas também desistam de viajar ou passar longos períodos fora de casa. Como estratégia de autoproteção, as brasileiras têm buscado alternativas práticas para mitigar riscos, como esconder objetos de valor, alternar trajetos diários e manter redes de contato próximas com vizinhos e familiares para monitoramento mútuo.

Nesse cenário, a tecnologia de segurança eletrônica surge como uma ferramenta essencial para ampliar a sensação de proteção. Quase metade das entrevistadas já utiliza sistemas de monitoramento, como câmeras, alarmes e sensores, e uma parcela significativa demonstra interesse em adotar esses recursos futuramente. As câmeras de vigilância lideram a lista de itens que mais trazem tranquilidade, seguidas por fechaduras digitais e detectores de arrombamento. Com uma margem de confiança de 95%, a pesquisa evidencia que, diante da crise de segurança pública, o investimento em monitoramento contínuo tornou-se uma das principais aliadas das mulheres para resgatar o bem-estar e a paz dentro de seus lares.

  • Publicado: 09/03/2026
  • Alterado: 09/03/2026
  • Autor: 09/03/2026
  • Fonte: Verisure