Incêndios florestais no Amazonas recebem força-tarefa de SP

O governo paulista despachou toneladas de equipamentos e especialistas para conter o avanço das chamas e minimizar o impacto ambiental no norte do país

Incêndios florestais no Amazonas recebem força-tarefa de SP

Crédito: Agência SP

O governo de São Paulo mobilizou uma operação de guerra neste domingo (11). Os incêndios florestais no Amazonas demandam intervenção imediata e tecnologia de ponta. A gestão estadual despachou 11 mil litros de retardante químico, drones térmicos e cisternas gigantes. Agentes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil embarcaram no Aeroporto de Viracopos rumo a Manaus. O objetivo é frear a destruição no bioma.

Estratégia paulista contra os incêndios florestais no Amazonas

Incêndios florestais no Amazonas recebem força-tarefa de SP
(Foto: Agência SP)

A equipe enviada para ajudar na contenção dos incêndios florestais no Amazonas reúne 30 especialistas em emergências extremas. São 25 bombeiros militares e cinco agentes da Defesa Civil. O capitão Fabio Scapassassi lidera a missão. Ele aposta na tecnologia tática para acessar as áreas mais isoladas da floresta amazônica.

O arsenal tecnológico despachado inclui recursos de alta precisão:

  • Drones equipados com câmeras térmicas para mapeamento noturno.
  • Bombas costais de longo alcance.
  • Estações portáteis de energia e placas solares.
  • Antenas de internet satelital.

A logística desafia os agentes no terreno. Quatro reservatórios com capacidade total de 24 mil litros de água garantem o suporte contínuo às equipes terrestres e aos helicópteros.

“Esses equipamentos facilitam o reabastecimento em locais remotos e reduzem a necessidade de deslocar longas distâncias para buscar mais água durante o combate às chamas.” — Ramatuel Diego Dantas, tenente da Defesa Civil.

Retardantes químicos aceleram a extinção do fogo

O uso de substâncias especializadas muda a dinâmica da operação. Os 11 mil litros de produto químico aumentam a eficácia hídrica em até cinco vezes. Esse material impermeabiliza o solo e impede a reignição da vegetação nativa. O combate aos incêndios florestais no Amazonas ganha força tática contra a propagação das chamas em áreas de difícil acesso. A Unidade de Aviação e Veículos Aéreos Não Tripulados (UAVI) coordena o rastreio aéreo contínuo.

Experiência estadual em crises climáticas

A bagagem tática dos paulistas baseia-se em catástrofes recentes. O estado enfrentou uma temporada devastadora de fogo extremo em 2024. A aplicação de novas técnicas e monitoramento aéreo gerou uma queda expressiva nos registros logo no ano seguinte. O índice de focos caiu 91% em 2025. O secretário-executivo de Segurança Pública, Henguel Ricardo Pereira, reforça a ligação direta entre os eventos climáticos extremos e a emergência atual.

A companhia aérea Azul assumiu o transporte logístico gratuito do contingente militar e de toda a carga técnica. Os agentes já mapeiam as frentes prioritárias de atuação junto às autoridades manauaras. A integração rápida e técnica entre os estados dita o sucesso operacional da missão. Conter os incêndios florestais no Amazonas representa o maior teste de fogo atual para a cooperação ambiental no país.

Leonardo Nogueira

  • Publicado: 11/10/2026 15:26
  • Alterado: 11/10/2026 15:29
  • Autor: Leonardo Nogueira