Motta diz que votação de Imposto de Renda não depende de anistia
Presidente da Câmara afirma que votação da isenção do Imposto de Renda ocorrerá sem ligação com proposta sobre penas a golpistas
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 25/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Na quinta-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do partido Republicanos da Paraíba, esclareceu que a votação para a ampliação da isenção do Imposto de Renda, agendada para para quarta-feira (1º), não está condicionada à deliberação sobre o projeto que propõe a redução das penas para condenados por atos golpistas. Esta declaração surgiu em resposta ao relator do referido projeto, Paulinho da Força, do Solidariedade de São Paulo.
Na véspera, Paulinho havia insinuado que a não aprovação do projeto que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros detentos relacionados aos eventos de 8 de janeiro poderia impactar negativamente a análise da proposta de isenção do IR, considerada prioritária pelo governo Lula.
A proposta em discussão visa isentar do Imposto de Renda os indivíduos com rendimento mensal de até R$ 5.000. Em pronunciamento no plenário, Motta afirmou: “Entendemos que a matéria [do Imposto de Renda] está madura. Já anunciamos a pauta para a próxima quarta-feira, independentemente de qualquer outra matéria. Não há vinculação da matéria do Imposto de Renda com qualquer outra. Essa associação foi feita de maneira incorreta”.
Por sua vez, Paulinho manifestou sua intenção de negociar com Motta um cronograma para a votação do projeto relacionado à redução das penas. Ele expressou otimismo ao afirmar que seria possível votar na próxima terça-feira (30) e reiterou sua crença de que, caso não se avance na votação desse projeto, a proposta do IR também enfrentaria dificuldades.
Essa declaração provocou reações entre os deputados do Partido dos Trabalhadores (PT), que interpretaram as palavras do relator como uma forma de pressão, embora tenham descartado qualquer possibilidade de apoiar a redução das penas.