IBP aponta alternativas reduzir instabilidade no mercado de Petróleo

Conselho de Administração da Petrobras se reúne na sexta para discutir situação

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O Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP) destaca que o Brasil possui alternativas viáveis para evitar impactos negativos no abastecimento de combustíveis em meio à crescente instabilidade do mercado de petróleo, agravada pela escalada da guerra no Oriente Médio. Em declarações feitas ao Estadão/Broadcast, Roberto Ardenghy, presidente do IBP, informou que a Petrobras está em uma posição confortável para aguardar uma definição mais clara sobre as flutuações no preço do barril de Brent antes de tomar qualquer decisão.

Durante uma reunião realizada na manhã desta quarta-feira, Ardenghy e sua equipe analisaram as condições atuais do mercado e chegaram à conclusão de que o Brasil conta com diversas fontes externas para a importação de combustíveis, incluindo países como Índia, Rússia e Estados Unidos. Contudo, o dirigente alertou que a variação dos preços poderá se tornar um desafio significativo, especialmente se as ameaças do Irã ao fechamento do Estreito de Ormuz se concretizarem.

“Embora não exista risco iminente na produção de petróleo, a preocupação recai sobre o transporte. O Estreito de Ormuz e o Golfo de Aden são rotas cruciais que podem enfrentar problemas logísticos”, observou Ardenghy.

O IBP espera uma diminuição das tensões geopolíticas na região em um futuro próximo. Em comunicado oficial, a entidade enfatizou a importância de um regime regulatório e tributário sólido no Brasil, que possa garantir investimentos sustentáveis a longo prazo em campos já explorados, além da necessidade urgente de promover atividades de prospecção e exploração em novas reservas de petróleo.

Em relação à Petrobras, na próxima sexta-feira, dia 27, o Conselho de Administração da estatal se reunirá para discutir as tendências atuais dos preços do petróleo e seus efeitos sobre a economia brasileira. Fontes próximas à empresa informaram ao Estadão/Broadcast que essa reunião é crucial para determinar as estratégias futuras da companhia diante da situação volátil do mercado.

Recentemente, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou que ainda é prematuro considerar ajustes nos preços da gasolina e do diesel, apesar da defasagem em relação aos valores praticados no mercado internacional. Ardenghy concordou com a avaliação da executiva e destacou a necessidade de acompanhar as oscilações do preço do petróleo, que recentemente apresentou variações significativas. “Na última segunda-feira, por exemplo, o petróleo registrou uma alta inicial de US$ 3 antes de sofrer uma queda semelhante”, concluiu.

Além disso, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) revelou que o preço do diesel nas refinarias da Petrobras está atualmente 19% abaixo das cotações internacionais, enquanto a gasolina apresenta uma diferença de 9%.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 23/06/2025
  • Fonte: Fever