IA Superinteligente: Príncipe Harry e artistas pedem proibição
Coalizão inusitada, com artistas e políticos, pede que Big Techs parem o desenvolvimento.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 22/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Uma aliança surpreendente, que une o Príncipe Harry, Meghan Markle, artistas e até o ex-estrategista de Trump, Steve Bannon, lançou um manifesto contundente. O alvo: o desenvolvimento descontrolado da IA superinteligente. O documento, divulgado nesta quarta-feira (22) pelo Future of Life Institute, exige a proibição da criação dessas tecnologias avançadas.
Em comunicado, o Príncipe Harry destacou a urgência da prudência. Ele defende que o avanço tecnológico deve priorizar o bem-estar humano, alertando que, na corrida pela IA superinteligente, “não há segunda chance“ para corrigir erros catastróficos.
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O Alvo do Manifesto: Big Techs
O manifesto mira gigantes como Google, OpenAI e Meta, atualmente em uma corrida acirrada para desenvolver sistemas que superem a cognição humana em múltiplas tarefas. Segundo a Associated Press, o texto demanda a suspensão imediata do desenvolvimento de qualquer IA superinteligente até que exista um consenso científico claro sobre sua segurança e controle.
A lista de signatários é notavelmente diversa. Inclui nomes como o cofundador da Apple, Steve Wozniak; o comentarista conservador Glenn Beck; a ex-presidente da Irlanda, Mary Robinson; e o fundador do grupo Virgin, Richard Branson. Artistas como Will.i.am e Kate Bush também apoiam a paralisação do avanço da IA superinteligente.
Riscos Existenciais e Futuro da Humanidade
Embora reconheça os benefícios potenciais da IA na saúde e economia, o preâmbulo do documento alerta para o objetivo claro das corporações: criar uma superinteligência capaz de superar humanos em todas as atividades cognitivas.
Os autores temem consequências graves, como recessão econômica generalizada, a erosão da liberdade humana e até mesmo riscos existenciais.
Reiterando sua posição, Harry afirmou que “o futuro da IA deve servir à humanidade“ e não o contrário. Ele ressaltou que o desafio não é a velocidade da inovação, mas a sabedoria na implementação, pois o desenvolvimento de uma IA superinteligente não permite margem para erro.

Uma Competição Perigosa que Exige Intervenção
O Future of Life Institute (FoLI), fundado por Max Tegmark do MIT, não é novo nessa luta. Em 2023, a organização pediu uma pausa de seis meses no treinamento de IAs, uma solicitação que não foi atendida pelas Big Techs (embora assinada por Elon Musk na época).
Tegmark comentou sobre a pressão que os CEOs enfrentam na atual corrida tecnológica. “É por isso que é crucial desestimular essa competição pela IA superinteligente até o ponto em que uma intervenção governamental se torne necessária”, declarou o pesquisador, indicando a dificuldade de esperar uma autorregulação da indústria.