Hytalo Santos é condenado a 11 anos de prisão
Condenação de Hytalo Santos detalha ambiente de vulnerabilidade e uso de álcool por menores
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 23/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, por crimes de produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A decisão, proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, tornou-se pública neste domingo (22). Hytalo Santos recebeu uma pena de 11 anos e 4 meses de reclusão, enquanto Israel foi condenado a 8 anos e 10 meses. Além das penas privativas de liberdade, o magistrado fixou uma indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil e o pagamento de 360 dias-multa para cada réu.

Justiça condena influenciador Hytalo Santos por crimes contra menores
A sentença detalha que os adolescentes eram mantidos em um ambiente controlado e artificial, semelhante a um reality show, onde ficavam expostos a contextos adultos e situações de risco extremo. O texto jurídico aponta negligência severa em relação à alimentação e à vida escolar dos jovens, além do fornecimento de bebidas alcoólicas no local. Para o magistrado, os crimes foram agravados pela exploração da vulnerabilidade das vítimas, que não possuíam discernimento suficiente para resistir às práticas ilícitas impostas pelos influenciadores.
A defesa dos condenados informou que recorrerá da decisão, sustentando que apresentou argumentos capazes de refutar a tese da acusação durante o processo. Atualmente, os réus permanecem sob prisão preventiva no Presídio do Róger, em João Pessoa, desde que foram transferidos de São Paulo no ano passado. O juiz manteve a custódia cautelar sob a justificativa de que os fundamentos da prisão seguem inalterados e que o regime fechado é incompatível com a liberdade provisória.
Enquanto aguardam o desenrolar jurídico, um pedido de habeas corpus deve ter seu julgamento retomado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba na próxima terça-feira (24). A defesa manifestou confiança de que as instâncias superiores restabelecerão o que consideram justo. É importante ressaltar que este caso tramita simultaneamente a outro processo na Justiça do Trabalho, no qual o casal também responde por acusações graves de tráfico de pessoas para exploração sexual e submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão.