Greve dos bancários paralisa Caixa e atinge Banco do Brasil
Greve dos bancários interrompe serviços na Caixa Econômica e afeta o Banco do Brasil. Saiba o impacto do impasse no plano de saúde
- Publicado: 10/09/2026 13:25
- Alterado: 10/09/2026 13:41
- Autor: Leonardo Nogueira
Paralisação nacional afeta agências públicas a partir desta quinta-feira. Entrave nas negociações envolve altos custos de planos de saúde. A greve dos bancários começou. Trabalhadores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil cruzaram os braços por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10). A mobilização atinge todo o território nacional no caso da Caixa. Apenas uma parcela dos funcionários do Banco do Brasil aderiu à paralisação, enquanto o restante da categoria já aceitou o acordo coletivo.
O estopim da greve dos bancários
O plano de saúde provocou a ruptura, culminando na greve dos bancários. Trabalhadores e os dois bancos públicos não chegaram a um consenso sobre o custeio da assistência médica. O Sindicato dos Bancários garantiu reajuste acima da inflação para cerca de 500 mil bancários de instituições privadas. Os servidores públicos rejeitaram as propostas.
“A expressiva rejeição da proposta nas assembleias realizadas em todo o país demonstra que ela está muito distante das necessidades e das expectativas dos trabalhadores da Caixa.” (Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato)
Na Caixa, os custos assustam a categoria. Os funcionários pagam hoje 3,5% do salário-base de convênio, somados a R$ 480 mensais por dependente. A instituição financeira tentou elevar a taxa para 5,5% e o valor por dependente para R$ 870.
Situação no Banco do Brasil e alternativas
A greve dos bancários dividiu opiniões no Banco do Brasil. O impasse também recai sobre a manutenção do plano de saúde até novembro deste ano. A direção do banco apresentou uma proposta de aporte de R$ 360 milhões, gerando reações distintas entre os sindicatos regionais.
O cenário atualizado das assembleias revela:
- 39 sindicatos aprovaram a proposta.
- 60 sindicatos rejeitaram e exigem novas negociações.
- 27 sindicatos optaram pela paralisação imediata.
O Banco do Brasil direciona os clientes para os canais digitais. Aplicativos, internet banking e correspondentes bancários operam normalmente. O sindicato reforça que as instituições financeiras possuem a obrigação de orientar a população sobre o pagamento de boletos e tributos.
Acordo salarial e PLR da categoria
O setor privado selou a paz. A convenção coletiva de trabalho determinou o repasse da inflação medida pelo INPC de setembro de 2025 a agosto de 2026. A categoria conquistou um aumento real de 0,6% sobre os salários.
A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) obedece a duas variáveis fundamentais. O cálculo básico utiliza 90% do salário-base acrescido de uma parcela fixa. A parcela adicional distribui 2,2% do lucro líquido do banco entre os empregados elegíveis.
O pagamento da PLR de 2026 acontecerá até o final de março de 2027. Os bancos anteciparão uma parte dos valores ainda neste mês de setembro. As negociações seguem abertas para evitar maiores transtornos aos clientes. A força da greve dos bancários definirá o rumo das próximas rodadas de negociação sobre o plano de saúde.