Governo recomenda dose zero contra sarampo para bebês em SP e Guarulhos
A medida emergencial busca proteger crianças menores de um ano contra a doença após notificações de casos suspeitos nos dois municípios.
- Publicado: 26/06/2026 12:53
- Alterado: 26/06/2026 12:53
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: SES-SP
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) recomendou a aplicação da dose zero da vacina contra o sarampo para bebês de seis a 11 meses residentes na capital paulista e em Guarulhos. A orientação do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) visa proteger crianças menores de um ano frente à notificação de casos suspeitos nessas duas cidades.
A estratégia segue diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e blinda o grupo mais vulnerável às formas graves da infecção. Equipes de saúde já realizam varreduras casa a casa e imunização de bloqueio nas áreas de abrangência das notificações recentes.
Ameaça do sarampo exige bloqueio epidemiológico
Ações de saúde pública ganharam reforço estrutural em locais de grande circulação, como aeroportos, estações de trem, metrô e terminais de ônibus. O objetivo central das autoridades sanitárias é interromper possíveis cadeias de transmissão do sarampo e evitar a reintrodução do vírus no território paulista.
“O risco de reintrodução associado à ocorrência de casos nas Américas e ao fluxo internacional de viajantes reforça a necessidade de manter a vacinação em dia”, afirmou Tatiana Lang, diretora do CVE-SP. A gestora destacou que doses adicionais já foram enviadas aos dois municípios para intensificar a cobertura.
Como funciona a dose zero da vacina
A aplicação antecipada serve como uma camada extra de defesa imunológica e não anula o calendário nacional regular. Pais e responsáveis devem manter o esquema de rotina inalterado mesmo após o bebê receber a dose zero contra o sarampo antes de completar um ano de vida.
O cronograma oficial brasileiro exige a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda etapa aos 15 meses. A preferência na segunda aplicação é pela vacina tetraviral, ampliando o espectro de proteção do organismo infantil contra outras patologias.
Casos registrados em 2026
O estado contabilizou duas infecções importadas entre março e abril deste ano. O primeiro diagnóstico envolveu uma bebê de seis meses sem histórico vacinal que retornou de uma viagem à Bolívia. O segundo paciente foi um homem de 42 anos vindo da Guatemala. Ambos evoluíram para a cura.
A vigilância contínua monitora o cenário estadual com atenção aos índices de imunização. A cobertura para a primeira dose da vacina contra o sarampo atinge 85,32% em São Paulo. O índice de adesão cai para 72,06% na segunda aplicação.
Calendário regular e esquema vacinal
Crianças de seis a 11 meses e 29 dias moradoras da capital e de Guarulhos formam o público-alvo prioritário da etapa emergencial. Profissionais de saúde aplicam essa mesma tática ao redor de áreas com casos suspeitos ou confirmados de sarampo.
O esquema para indivíduos de cinco a 29 anos exige a comprovação de duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre as idas ao posto. Adultos de 30 a 59 anos precisam comprovar apenas uma aplicação registrada na caderneta.
Trabalhadores da área da saúde necessitam do registro de duas aplicações independentemente da faixa etária de atuação. Manter as carteirinhas atualizadas continua sendo a ferramenta governamental e social mais eficaz para frear a circulação do sarampo.