Governo dos EUA anuncia monitoramento de redes sociais de imigrantes

A medida levanta preocupações significativas sobre a liberdade de expressão e a vigilância excessiva.

Crédito: Daniel Torok/White House/FotosPúblicas

Na última quarta-feira, dia 9, o governo dos Estados Unidos fez um anúncio que gerou controvérsia e reações negativas de grupos defensores dos direitos civis. A nova política, que envolve o monitoramento das redes sociais de imigrantes e solicitantes de vistos, visa identificar o que a administração classificou como “atividade antissemita”.

A medida levanta preocupações significativas sobre a liberdade de expressão e a vigilância excessiva. Organizações defensoras dos direitos civis, incluindo algumas associações judaicas, expressaram suas preocupações em relação à iniciativa do governo. O contexto dessa decisão está relacionado ao apoio do governo Trump a Israel, aliado crucial dos Estados Unidos no Oriente Médio, e à repressão de protestos a favor da Palestina.

O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) divulgou que manifestações consideradas antissemitas nas redes sociais, assim como atos de assédio físico direcionados a indivíduos judeus, serão fatores determinantes na avaliação de pedidos de benefícios imigratórios. Essa abordagem pode impactar diretamente candidatos a residência permanente legal, incluindo estudantes internacionais e aqueles ligados a instituições educacionais que supostamente se envolvam em atividades antissemitas.

A pressão do governo Trump sobre universidades de elite nos EUA para que reprimam manifestações pró-Palestina é evidente, com cortes de verbas sendo utilizados como uma ferramenta de coerção. Em declaração oficial, o Departamento de Segurança Interna afirmou: “Não há espaço nos Estados Unidos para simpatizantes de terroristas do resto do mundo”.

Críticos da administração argumentam que as vozes que defendem os direitos palestinos estão sendo rotuladas injustamente como antissemitas e associadas a grupos considerados terroristas pelo governo americano, como o Hamas e o Hezbollah. Essa narrativa é contestada por manifestantes e defensores dos direitos humanos, que alegam que as críticas às ações israelenses na Faixa de Gaza — descritas por organizações como a Anistia Internacional como genocídio — são distorcidas pela administração para silenciar o ativismo em prol dos palestinos.

Além disso, a Casa Branca já começou a implementar ações que podem resultar em deportações de estudantes internacionais e revogação de vistos, além de notificar universidades sobre possíveis suspensões de financiamento caso abriguem protestos em apoio à Palestina.

Especialistas em direitos humanos e defensores da liberdade civil condenam essa nova política do governo Trump, considerando-a uma ameaça à liberdade de expressão e um meio de discriminação contra imigrantes. O debate sobre a política americana em relação ao Oriente Médio e seus impactos sobre os direitos civis continua a ser uma questão polêmica e relevante.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 11/04/2025
  • Fonte: FERVER