Golpes digitais: 9 em 10 pessoas já foram alvos em São Paulo

Pesquisa inédita da Fundação Seade revela que 88% dos moradores do Estado já sofreram tentativas de fraude por meios eletrônicos em 2025.

Crédito: Imagem gerada por IA

Os golpes digitais tornaram-se uma ameaça onipresente na rotina dos paulistas, atingindo nove em cada dez pessoas no Estado. Um levantamento recente da Fundação Seade, conduzido em 2025, revela que cerca de 30 milhões de cidadãos já foram alvo de criminosos que utilizam mensagens, ligações silenciosas e e-mails fraudulentos. A exposição é quase universal, refletindo o avanço da digitalização da economia sem o devido suporte de segurança para o usuário final.

O impacto financeiro das fraudes no Estado

A gravidade do cenário vai além da simples abordagem, pois os golpes digitais resultam em prejuízos financeiros concretos para grande parte das vítimas. Segundo os dados apurados, 40% da população admite ter realizado compras em lojas virtuais inexistentes. Esse tipo de estelionato digital é um dos mais frequentes, explorando ofertas agressivas para atrair o consumidor.

A vulnerabilidade bancária também preocupa as autoridades de segurança pública e especialistas em tecnologia. O estudo aponta que:

  • 24% dos entrevistados sofreram fraude ou clonagem de cartão nos últimos 12 meses.
  • Mais de um terço da população perdeu dinheiro em transações fraudulentas sem qualquer recuperação de valores.
  • O uso do Pix é o vetor de ataques para 9 milhões de pessoas, representando um em cada quatro moradores.

Perfil das vítimas e os métodos de golpes digitais

A análise semântica dos dados demonstra que a exposição aos golpes digitais cresce proporcionalmente ao tempo de conexão do usuário. Indivíduos com ensino superior, renda mais elevada e idade entre 30 e 59 anos são os alvos preferenciais das tentativas de invasão e engenharia social. Contudo, a sensação de fragilidade é mais acentuada entre idosos e famílias de menor renda, que se percebem menos preparados tecnicamente.

“A intensificação do uso das tecnologias de informação e comunicação ampliou as oportunidades de interação digital, mas também aumentou de forma significativa os riscos associados à segurança online. Hoje, praticamente toda a população está exposta a tentativas de fraude”, destaca o relatório da Fundação Seade.

Desconfiança generalizada no ambiente virtual

A percepção de segurança do brasileiro está em níveis críticos devido à frequência dos golpes digitais. Cerca de 95% dos paulistas acreditam que a criminalidade cibernética está em ascensão, enquanto apenas 12% sentem confiança plena de que não serão as próximas vítimas. Esse ceticismo reflete a sofisticação dos ataques, que incluem desde perfis falsos em redes sociais até fraudes complexas em maquininhas de cartão, que já vitimaram 5 milhões de pessoas.

Para navegar com segurança, especialistas recomendam o uso de autenticação em dois fatores e a verificação rigorosa de links antes de qualquer transação. A recorrência desses ataques exige atenção constante aos aplicativos e canais oficiais das instituições financeiras para mitigar os riscos de golpes digitais.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 29/01/2026
  • Fonte: Michel Teló