GCM Ambiental de SBC apreende 3,9 km de redes e 32 tarrafas 

A fiscalização da GCM em São Bernardo retirou 3,9 km de redes e aplicou R$ 27 mil em multas para proteger a piracema nos mananciais da cidade.

Crédito: Divulgação/PMSBC

A fiscalização ambiental da GCM de São Bernardo encerrou o período de defeso com um balanço expressivo de combate à pesca irregular. Entre 1º de novembro e 28 de fevereiro de 2026, as equipes da guarda retiraram dos mananciais da cidade 3.920 metros de redes e 32 tarrafas. A ofensiva resultou na proteção da biodiversidade local durante a fase de reprodução das espécies, conhecida como piracema.

Operações na Bacia Billings e Rio Grande

As ações da GCM concentraram-se em áreas críticas de preservação, como a Bacia Billings e o Rio Grande. Ao todo, foram registradas 24 ocorrências que culminaram na apreensão de duas embarcações utilizadas para atividades ilícitas. Durante o patrulhamento, cinco infratores foram autuados em flagrante por descumprimento das normas ambientais vigentes.

O subinspetor Martins, da Guarda Ambiental, destacou o rigor técnico das operações:

“Durante o defeso, nossas equipes intensificam o patrulhamento terrestre e náutico. A retirada de redes e tarrafas evita a captura indiscriminada de peixes e ajuda a preservar o equilíbrio ambiental da represa.”

Impacto ambiental e multas aplicadas

Além dos materiais apreendidos, a intervenção da GCM garantiu a sobrevivência de aproximadamente 169 peixes vivos, que foram devolvidos imediatamente ao habitat natural. O rigor da fiscalização também se refletiu no bolso dos infratores; as multas aplicadas somam R$ 27.047,40, baseadas nas irregularidades constatadas pelas equipes de campo.

Balanço da Operação Defeso 2025/2026

  • Redes apreendidas: 11 unidades (3.920 metros lineares).
  • Tarrafas retiradas: 32 unidades.
  • Embarcações apreendidas: 2 unidades.
  • Peixes resgatados: ~169 exemplares devolvidos vivos.
  • Total em multas: R$ 27.047,40.

Proteção do ecossistema local

O secretário adjunto de Segurança, Michel Rubio, reforçou que a atuação da GCM é estratégica para a redução da pesca predatória. “A fiscalização durante o defeso exige presença constante e conhecimento da região. Muitas vezes as equipes encontram redes abandonadas, e a retirada desse material protege as espécies em seu período mais sensível”, afirmou Rubio.

O prefeito Marcelo Lima também reiterou o compromisso com o patrimônio natural. Segundo o chefe do Executivo, o trabalho da GCM assegura que a Represa Billings e o Rio Grande continuem sendo ativos ambientais viáveis para as futuras gerações. A suspensão da pesca neste período é amparada pela Lei Federal nº 11.959/2009 e pela Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

  • Publicado: 04/03/2026
  • Alterado: 04/03/2026
  • Autor: 04/03/2026
  • Fonte: PMSBC