Flores em vida: O que o Dia de Finados nos ensina

A saudade ensina tarde demais o que a presença tenta dizer todos os dias

Crédito: Ilustração criada por IA (ChatGPT/OpenAI)

Todo dia 2 de novembro, o cenário se repete: a peregrinação silenciosa rumo ao cemitério no Dia de Finados. Pessoas com flores nas mãos, olhares distantes, carregando o peso da saudade. Em muitas casas, a tristeza é visível, um abraço de lembranças amargas de quem já não está mais aqui, nesta terra. É um dia reservado à memória, mas que inevitavelmente nos convida à reflexão.

A dor da falta nos mostra que, muitas vezes, erramos. Infelizmente, parece ser comum só darmos o devido valor a alguém quando o perdemos. Quando não podemos mais sentar para conversar sobre o dia, quando o abraço se torna apenas uma lembrança.

É irônico que precisemos da data da falta para lembrar da importância da presença.

Mas se temos hoje, a chance de fazer diferente, por que deixar para depois o que é essencial? Se ainda dá tempo, por que não dar flores em vida?

A dupla Jorge e Mateus canta em “Tem Que Sorrir” um verso que ecoa como um lembrete urgente: “A gente morre e fica tudo aí, e desse mundo não se leva nada… Diga eu te amo pra alguém.” Simples, direto e dolorosamente verdadeiro.

Não espere a dor da perda para reconhecer o valor. Não espere um aniversário, um Natal ou uma data especial no calendário para o gesto que nutre a alma. O abraço, o beijo, o “eu te amo”, o presente — seja ele material ou apenas o seu tempo dedicado — são moedas que se valorizam no presente e se tornam tesouro no futuro.

Aproveite as pessoas que você ama agora. Porque a vida, meus amigos, é feita de oportunidades que não aceitam agendamentos. E a maior homenagem que podemos prestar a quem amamos é demonstrar esse amor enquanto ele pode ser plenamente sentido.

A vida se despede todos os dias, o Dia de Finados só nos lembra disso!

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  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 29/01/2026
  • Fonte: FERVER