Finep pelo Brasil leva R$ 3,3 bilhões em inovação ao país
Programa Finep pelo Brasil busca ampliar acesso a crédito e subvenção para empresas e instituições de pesquisa
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 12/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Secult PMSCS
O lançamento do Finep pelo Brasil marca uma tentativa concreta de aproximar o financiamento público da inovação da realidade de quem empreende, pesquisa e desenvolve tecnologia no país. A iniciativa, apresentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos, surge com a proposta de reduzir barreiras históricas de acesso aos recursos públicos e ampliar a presença do Estado no estímulo à transformação produtiva nacional.
A estratégia se materializa por meio de uma série de mais de 100 encontros itinerantes que percorrerão capitais e cidades do interior em todas as regiões do país, conectando diretamente empresas, startups e instituições científicas aos instrumentos de crédito e subvenção oferecidos pela Finep pelo Brasil.
O objetivo é simples, mas ambicioso, democratizar o acesso ao financiamento da inovação, reduzir a concentração regional dos investimentos e fortalecer projetos que contribuam para diminuir a dependência tecnológica do país.
Recursos voltados à soberania tecnológica

Durante o lançamento, foi destacado que a atuação do Finep pelo Brasil ocorre em um momento estratégico, no qual a inovação passou a ocupar posição central nas disputas econômicas globais. A iniciativa dialoga com a agenda nacional de reindustrialização e busca fortalecer a capacidade tecnológica do país por meio de investimentos com condições mais competitivas do que as disponíveis no mercado tradicional.
Além do crédito, o programa também facilita o acesso a recursos não reembolsáveis, voltados ao desenvolvimento de projetos que impactem diretamente setores considerados estruturantes para o crescimento sustentável do Brasil.
Essa atuação está vinculada a um volume expressivo de recursos, incluindo valores oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com previsão de aproximadamente R$ 30 bilhões até 2028, somados ao orçamento regular da própria Finep pelo Brasil.
A lógica é tratar o financiamento à inovação não como subsídio, mas como investimento estruturante em infraestrutura tecnológica.
Integração entre indústria e ciência

A proposta do Finep pelo Brasil também reforça a necessidade de ampliar a articulação entre o setor produtivo e o ambiente científico, promovendo parcerias entre empresas e instituições de pesquisa como condição para o acesso aos recursos.
Essa integração se torna ainda mais relevante diante do lançamento recente de 13 editais que somam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis, destinados a projetos alinhados à política da Nova Indústria Brasileira.
As áreas contempladas incluem:
• Cadeias agroindustriais
• Saúde
• Infraestrutura
• Transformação digital
• Transição energética
• Defesa
Os projetos poderão financiar desde contratação de pessoal até aquisição de equipamentos e serviços especializados, desde que desenvolvidos em parceria com ICTs.
A expectativa é que essa abordagem contribua para fortalecer a autonomia tecnológica do país, estimular a geração de empregos qualificados e ampliar a competitividade nacional.
Interiorização do acesso à inovação
Mais do que anunciar novos editais, o Finep pelo Brasil pretende atuar como instrumento de aproximação institucional, levando orientação técnica e esclarecimento sobre os mecanismos de fomento diretamente às regiões que historicamente tiveram menor acesso a esse tipo de financiamento.
Com isso, a iniciativa busca consolidar um modelo mais capilarizado de apoio à inovação, reduzindo assimetrias e ampliando as possibilidades de participação de empresas de diferentes portes.