CCBB SP recebe mostra inédita de Sarah Maldoror
Evento no CCBB une o legado de Maldoror ao novo cinema negro da América Latina
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 12/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Secult PMSCS
O centro de São Paulo vai receber um evento histórico. Entre 21 de fevereiro e 22 de março, o CCBB SP apresenta a mostra inédita “O Cinema Anticolonial de Sarah Maldoror”. Com entrada gratuita, a exposição homenageia aquela que é considerada uma das primeiras mulheres negras a filmar no continente africano.
Sarah Maldoror (1929-2020) não foi apenas uma cineasta; foi uma voz central na luta contra o preconceito. Sua obra funde a força política com a beleza da poesia, colocando as mulheres como protagonistas das revoluções em países como Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde.
Esta é uma das retrospectivas mais completas já feitas no Brasil sobre a diretora. Ao todo, são 34 obras, divididas entre 19 filmes assinados por Sarah e outros 15 de diretores que dialogam com o seu legado.
- Destaque de abertura: No dia 21/02, às 17h30, acontece a exibição da versão restaurada de “Sambizanga” (1972), seu filme mais premiado.
- Presenças ilustres: As filhas da cineasta, Henda Ducados e Annouchka de Andrade, virão ao Brasil para participar de debates e conferências exclusivas com o público.
- Conexões raras: A programação inclui clássicos em que Sarah colaborou, como o famoso “A Batalha de Argel”, e até paralelos com o cinema negro atual da América Latina, com a participação da cineasta baiana Safira Moreira.
Para quem quer se aprofundar, o evento oferece cursos sobre memória, ancestralidade e restauração de arquivos de vídeo, ministrados por especialistas brasileiros e franceses. É uma oportunidade única para pesquisadores, críticos e qualquer pessoa que queira entender melhor o pensamento decolonial.
SERVIÇO
Retrospectiva: “O Cinema anticolonial de Sarah Maldoror”
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Período: 21 de fevereiro a 22 de março
Entrada Gratuita: Ingressos disponíveis 1 hora antes de cada sessão na bilheteria do CCBB e em bb.com.br/cultura
Classificação indicativa: Consultar a classificação indicativa de cada sessão no site do CCBB SP
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP
Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras
Informações: (11) 4297-0600
Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.
Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA POR DIA:
21/02/2026 (sábado)
16h30 – Sessão de Abertura| Sambizanga (comentada por Henda Ducados).
22/02/2026 (domingo)
14h30 – Monangambééé + Alma no olho (com participação de Henda Ducados)
16h – Debate Resiliência e resistência: o percurso de uma militante (com participação de Henda Ducados e mediado por Marcia Vaz)
17h – Sessão Carnaval (Fogo, uma ilha em chamas + Carnaval no Sahel + Em Bissau, o carnaval)
23/02/2026 (segunda-feira)
17h30 – Prefácio a Fuzis para Banta (comentada por Lúcia Monteiro e Henda Ducados)
19h – Sessão Poesia em movimento (Louis Aragon, uma máscara em Paris + René Depestre, poeta haitiano + Léon G. Damas)
25/02/2026 (quarta-feira)
17h – Aimé Césaire, um homem, uma terra (sessão comentada por Rita Chaves)
26/02/2026 (quinta-feira)
18h – Cais (sessão seguida de apresentação de Safira Moreira)
27/02/2026 (sexta-feira)
17h – E os cães se calavam + Aimé Césaire, a máscara das palavras (sessão comentada por Annouchka de Andrade)
19h – Leitura dramática de roteiro inédito da Sarah Maldoror, por Safira Moreira.
28/02/2026 (sábado)
14h – O Hospital de Leningrado + conversa com Annouchka sobre roteiros de Sarah Maldoror.
16h – Sambizanga (sessão comentada por Annouchka de Andrade)
01/03/2026 (domingo)
14h30 – Sem Sol
16h30 – Sessão Sarah assistente: Elas + O Legado da Coruja.
17h30 – Debate de Annouchka de Andrade e Mateus Araújo: conversa sobre a amizade de Chris Marker e Sarah Maldoror.
02/03/2026 (segunda-feira)
15h30 – Sessão Retratos de Mulheres, Retratos da Negritude: Abertura do Teatro Negro em Paris + Retrato de uma mulher africana + Christiane Diop + Primeiro Encontro Internacional das Mulheres Negras + Assia Djebar + Ana Mercedes Hoyos – Pintora + Louis Aragon – Uma máscara em Paris.
17h00 – Ôrí (sessão seguida de debate com Raquel Gerber e Annouchka de Andrade)
04/03/2026 (quarta-feira)
18h – Monangambée + Alma no olho, de Zózimo Bulbul
05/03/2026 (quinta-feira)
16h – Sessão Carnaval: Fogo, uma Ilha em Chamas + Carnaval no Sahel + Em Bissau, o Carnaval (três curtas de Sarah Maldoror
17h45 – A Batalha de Argel
06/03/2026 (sexta-feira)
16h – Sessão Retratos de Mulheres, Retratos da Negritude: Abertura do Teatro Negro em Paris + Retrato de uma mulher africana + Christiane Diop + Primeiro Encontro Internacional das Mulheres Negras + Assia Djebar + Ana Mercedes Hoyos – Pintora + Louis Aragon – Uma máscara em Paris. 17h30 – Sessão Curtas de Sara Gomez: Na outra ilha + Uma ilha para Miguel + Ilha do tesouro
07/03/2026 (sábado)
16h – Sessão Poesia em Movimento: Louis Aragon, uma máscara em Paris + René Depestre, poeta haitiano + Léon G. Damas.
17h30 – Aimé Césaire, um homem, uma terra
08/03/2026 (domingo)
15h – Sambizanga
17h – Sessão Sarah assistente: Elas + O Legado da Coruja.
09/03/2026 (segunda-feira)
18h30 – Prefácio a Fuzis para Banta
11/03/2026 (quarta-feira)
18h – Ôrí
12/03/2026 (quinta-feira)
18h – Sessão Retratos de Mulheres, Retratos da Negritude: Abertura do Teatro Negro em Paris + Retrato de uma mulher africana + Christiane Diop + Primeiro Encontro Internacional das Mulheres Negras + Assia Djebar + Ana Mercedes Hoyos – Pintora + Louis Aragon – Uma máscara em Paris.
13/03/2026 (sexta-feira)
16h – O Hospital de Leningrado
17h – Curso Restaurar arquivos em vídeo da televisão. Com Nathanaël Arnould (INA-França), Eduardo Morettin (USP) e Daniela Siqueira (UFMS)
14/03/2026 (sábado)
17h – E os cães se calavam + Aimé Césaire, a máscara das palavras, com comentários de Nathanaël Arnould (INA-França)
15/03/2026 (domingo)
15h – Sessão Curtas de Sara Gomez: Na outra ilha + Uma ilha para Miguel + Ilha do tesouro, comentada por Nayla Guerra.
17h30 – Monangambééé + Alma no olho
16/03/2026 (segunda-feira)
17h30 – Sem sol
18/03/2026 (quarta-feira)
16h30 – Batalha de Argel, comentada por Tina Beskow.
19/03/2026 (quinta-feira)
18h – E os cães se calavam + Aimé Césaire, a máscara das palavras
20/03/2026 (sexta-feira)
18h30 – Uma sobremesa para Constance
21/03/2026 (sábado)
15h – Sessão Curtas de Safira Moreira: Travessia + Nascente + Alágbedé + Da pele prata
16h – Prefácio a Fuzis para Banta
17h15 – Curso Memória e Ancestralidade, com Lilian Santiago e Lúcia Monteiro
22/03/2026 (domingo)
15h – Curso Sarah Maldoror Roteirista
17h – Uma sobremesa para Constance
FILMES E SINOPSES:
FILMES DE SARAH MALDOROR
Abertura do teatro negro em Paris
L’ouverture du théâtre noir à Paris, Sarah Maldoror, 1980, 6 min., França
Reportagem de Sarah Maldoror sobre um novo centro cultural de Paris, dedicado ao teatro negro.
Ana Mercedes Hoyos
Ana Mercedes Hoyos, Sarah Maldoror, 2009, 13 min., França/Colômbia.
Documentário dedicado à pintora e escultora colombiana Ana Mercedes Hoyos. Atenta à multiculturalidade colombiana e em especial à presença negra e à história da escravidão na Colômbia, a artista desenvolveu uma relação especial com a população do Palenque de São Basílio, quilombo próximo de Cartagena, considerado o primeiro povo livre das Américas.
Assia Djebar
Assia Djebar, Sarah Maldoror,1987, 7 minutos, França
Reportagem televisiva sobre a escritora argelina Assia Djebar, por ocasião do lançamento de seu livro “Sombra sultana”. A autora reflete em voz alta sobre as mulheres no mundo árabe, sobre sua relação com o medo, o cerceamento no espaço doméstico e a esperança de ganhar a luz do exterior.
Aimé Césaire, a máscara das palavras
Aimé Césaire, the mask of words, Sarah Maldoror, 1987, 47 minutos, Estados Unidos, Martinica. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Dez anos após realizar seu primeiro filme em torno do poeta surrealista, dramaturgo, ativista e político martinicano Aimé Césaire, Sarah Maldoror volta a esta figura na ocasião em que recebe uma importante homenagem nos EUA. Ideólogo do conceito de “negritude”, na entrevista que concede a Maldoror, Césaire fala de sua trajetória, reflete sobre história, colonialismo, preconceitos e sobre o papel da poesia.
Aimé Césaire – um homem, uma terra
Aimé Césaire – un homme une terre, Sarah Maldoror, 1976, 52 minutos, França, Martinica. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Aimé Césaire foi surrealista, ensaísta, ativista e um dos fundadores do movimento da Negritude, uma corrente artística e política progressista que defendia a cultura negra, fortemente ligada a ideais marxistas e anticoloniais.
Carnaval no Sahel
Un carnaval dans le Sahel, Sarah Maldoror, 1979, 23 minutos, Cabo Verde. Classificação: 14 anos.
Sinopse: O Carnaval é um evento e uma festividade em que os limites podem ser transgredidos em um contexto repleto de música, sensações e texturas. Neste filme, ele é também o ponto de partida para uma abordagem sobre a história da cultura negra e do colonialismo, com conceitos de identidade e negritude ocupando o centro da cena.
Christiane Diop
Christiane Diop, Sarah Maldoror, 1985, 6 minutos, França
Reportagem dedicada a Christiane Diop, que comanda a livraria e editora Présence Africaine desde a morte de seu companheiro, Alioune Diop, em 1980. Fundada em 1947 como revista, a Présence Africaine logo expande suas atividades e se torna ponto de convergência de intelectuais negros vindos da África e das Antilhas.
E os cães se calavam
Et les chiens se taisaient, Sarah Maldoror, 1976, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Peça teatral cuja narrativa foca na rebelião de um homem contra a escravização de seu povo, filmada no interior do Musée de l’Homme, em Paris. Com atuações de Gabriel Glissant e Sarah Maldoror.
Em Bissau, o carnaval
Carnival en Guinée-Bissau, Sarah Maldoror, 1980, 13 minutos, Guiné-Bissau. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Um curta-metragem documental que aborda como os habitantes da Guiné-Bissau enxergam sua identidade e cultura negra, tendo como pano de fundo a celebração anual do Carnaval.
Fogo, uma ilha em chamas
Fogo, l’île de feu, Sarah Maldoror, 1979, 23 minutos, Cabo Verde, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: A Ilha do Fogo, em Cabo Verde, é o cenário deste documentário dos anos 70 produzido pelo governo revolucionário do novo país, no qual a diretora optou por uma abordagem antropológica. O filme lança um olhar belíssimo sobre uma nação no início de sua independência.
Léon G. Damas
Léon G. Damas, Sarah Maldoror, 1995, 24 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Um curta sobre o cofundador da revista L’Étudiant Noir, que promoveu a conscientização cultural negra, colaborador da Présence Africaine, poeta, deputado guianense, representante da UNESCO e combatente da resistência francesa.
Louis Aragon, uma máscara em Paris
Un Masque à Paris: Louis Aragon, Sarah Maldoror, 1978, 13 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Sarah Maldoror entrevista, neste documentário, Louis Aragon, poeta e figura fundamental do surrealismo francês. Ao mesmo tempo, questiona a forma como o movimento surrealista – nos períodos entre e pós-guerra – encarou a questão racial, do “outro” e da afirmação de outras identidades.
Monangambééé
Monangambeee, Sarah Maldoror, 1968, 16 minutos, Angola. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Os abusos dos traficantes de escravos portugueses em sua colônia de Angola são retratados por meio da tortura de um prisioneiro, fundamentada na ignorância e na incompreensão.
O hospital de Leningrado
L’hôpital de Leningrad, Sarah Maldoror, 1983, 58 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Uma história de prisão política ambientada em um hospital psiquiátrico, onde a polícia estatal de Stalin colocava seus opositores. A narrativa é fiel ao texto original, um conto do escritor russo Victor Serge.
Primeiro encontro internacional das mulheres negras
Première rencontre internationale des femmes noires, Sarah Maldoror,1986, 6 minutos, França
Reportagem sobre o encontro ocorrido em novembro de 1986, em Paris.
René Depestre, poeta haitiano
René Depestre, poète haïtien, Sarah Maldoror, 1981, 5 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Pequeno documentário sobre René Depestre, poeta e antigo ativista comunista, umas das mais importantes figuras da literatura do Haiti.
Retrato de uma mulher africana
Portrait d’une femme africaine, Sarah Maldoror, 1985, 3 minutos, França. Classificação: Livre.
Reportagem televisia a respeito da imigração de senegaleses para a França. A cineasta acompanha uma jovem cozinheira senegalesa, que trabalha em um centro de acolhimento para trabalhadores estrangeiros.
Sambizanga
Sambizanga, Sarah Maldoror, 1972, 97 minutos, Angola, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Domingos é membro de um movimento de libertação africano, preso pela polícia secreta portuguesa, após eventos sangrentos em Angola. Ele não trai seus companheiros, mas é espancado até a morte na prisão, e sem saber que ele morreu, sua esposa percorre diversas prisões, tentando em vão descobrir o seu paradeiro.
Uma sobremesa para Constance
Un dessert pour Constance, Sarah Maldoror, 1981, 63 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Nos anos 70, Bokolo e Mamadou, varredores na cidade de Paris, buscam uma maneira de custear o retorno para casa de um de seus companheiros doentes.
FILMES DE OUTROS CINEASTAS
CONSTELAÇÃO SARAH MALDOROR
Filmes em que Sarah Maldoror trabalhou como assistente ou que contêm imagens filmadas por ela
A batalha de Argel
La battaglia di Algeri, Gillo Pontecorvo, 1966, 121 minutos, Argélia e Itália. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Nos anos 1950, o medo e a violência aumentam à medida que o povo da Argélia luta pela independência do governo francês. Sarah Maldoror foi assistente de Pontecorvo nas filmagens.
Elas
Elles, Ahmed Lallem, 1966, 22 minutos, Argélia. Classificação: 14 anos.
Sinopse: No período pós-independência, estudantes argelinas do ensino médio falam sobre suas vidas e comentam como vislumbram o futuro, a democracia e o seu lugar na sociedade. Sarah Maldoror foi assistente de Lallem nas filmagens.
Sem Sol
Sans soleil, Chris Marker, 1983, 104 minutos, França. Classificação: 14 minutos.
Sinopse: Uma mulher narra os escritos contemplativos de um viajante do mundo experiente, com foco no Japão contemporâneo.
O legado da coruja – Episódio 7
L’héritage de la chouette – “Logomachie ou Les mots de la tribu”, Chris Marker, 1990, 27 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Cineastas ensaístas como Marker e Godard adoram jogos de palavras. Aqui, conforme as imagens mostram como vocábulos de origem grega permeiam a nossa mídia, as placas de rua e até mesmo os grafites, mergulhamos, sob uma perspectiva semiótica, nas bases da própria fala.
Prefácio a Fuzis para Banta
Préface à Des fusils pour Banta, Mathieu Kleyebe Abonnenc, 2011, 28 minutos, França. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Uma elegia ao filme perdido de Sarah Maldoror, “Fuzis para Banta”, filmado em 1970 na Guiné-Bissau, durante a guerra de independência e confiscado durante a montagem, na Argélia. Abonnenc estrutura seu filme em torno das fotografias de cena, das anotações do roteiro e de conversas com Sarah Maldoror.
GENEALOGIA IMAGINATIVA
Filmes que apresentam proximidade estética e política com a obra de Sarah Maldoror
Alma no olho
Alma no olho, Zózimo Bulbul, 1973, 11 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Metáfora sobre a escravidão e a busca pela liberdade por meio da transformação interna do ser, em um jogo de imagens de inspiração concretista.
Ôrí
Ôrí, Raquel Gerber, 1989, 100 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Um olhar sobre o movimento negro brasileiro entre 1977 e 1988, a partir da relação entre o Brasil e a África.
Cais
Cais, Safira Moreira, 2025, 70 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Dois meses após o falecimento de sua mãe Angélica, Safira viaja em busca de encontrá-la em outras paisagens. Num curso fluvial, o filme percorre cidades banhadas pelo Rio Paraguaçu, na Bahia, e pelo Rio Alegre, no Maranhão, para imergir em novas perspectivas sobre memória, tempo, nascimento, vida e morte.
Curtas de Safira Moreira
Travessia
Travessia, Safira Moreira,2017, 5 minutos, Brasil. Classificação: 14 anos
Articulando poesia, arquivos fotográficos e encenação, Safira Moreira problematiza de forma poética a ausência ou dificuldade de permanência das imagens das pessoas negras.
Nascente
Nascente, Safira Moreira,2020, 6 minutos, Brasil
Quatro mulheres e uma criança, reunidas em numa casa em Salvador, em agosto de 2020. Apesar das restrições pandêmicas, tudo ali flui como um rio correndo nas matas, em uma energia etérea e misteriosa.
Alágbedé
Alágbedé, Safira Moreira, 2021, 12 minutos, Brasil
Ogum, orixá yiorubá. Quando se manifesta sob o epíteto de Alágbedé, estão ressaltam-se suas habilidades com a forja, o fogo e os metais. Senhor das técnicas e das tecnologias – desceu à Terra para ensinar aos seres humanos a metalurgia.
Da pele prata
Da pele prata, Safira Moreira, 2025, 27 minutos
Neste filme dedicado aos seus pais, Angélica Moreira, pedagoga e idealizadora do Ajeum da Diáspora, e Chico da Prata, ourives especializado em joias com temática relacionada ao candomblé, Safira Moreira retoma, sob uma perspectiva diversa de Travessia (2017), a construção de um percurso breve, mas profundo, sobre a história da sua família.
Curtas de Sara Gómez
Ilha do tesouro
Isla del tesoro, Sara Gómez, 1969, 9 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Uma curta evocação poética de Sara Gómez sobre a Ilha de Pinos, a ilha onde Fidel Castro foi preso por Batista e onde a revolução constrói uma nova sociedade. O filme apresenta uma justaposição da prisão Presídio Modelo com a produção de cítricos.
Uma ilha para Miguel
Una isla para Miguel, Sara Gómez, 1968, 22 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Miguel, um de 12 filhos oriundos de um bairro pobre de Havana, é enviado pela família para a “Isla de Pinos”, para se tornar um novo homem. Gómez aponta a sua câmara para este território, para onde os marginalizados (jovens, negros, pobres, homossexuais, religiosos, hippies) eram enviados para trabalho e reeducação forçados.
Na outra ilha
En la otra isla, Sara Gómez, 1968, 41 minutos, Cuba. Classificação: 14 anos.
Sinopse: Sara Gómez entrevista habitantes da Ilha da Juventude, em Cuba (então conhecida como Ilha de Pinos), capturando suas perspectivas sobre diversas questões sociais.
Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – São Paulo – SP
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