Fim da calvície? Remédio em teste nos EUA é promissor
O PP405, novo fármaco em testes, promete reverter a calvície ao ativar folículos inativos, diferindo de tratamentos convencionais.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 22/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Indivíduos que enfrentam a calvície ou estão em processo de queda de cabelo frequentemente se familiarizam com as opções terapêuticas disponíveis, como finasterida, dutasterida e minoxidil. Esses medicamentos são amplamente utilizados para ajudar na preservação dos fios existentes e na desaceleração da perda capilar. Alternativas adicionais incluem transplantes de cabelo, perucas, apliques e tinturas em spray.
Entretanto, um novo fármaco tem despertado interesse por sua abordagem inovadora voltada à promoção do crescimento capilar em áreas afetadas pela calvície. O PP405, desenvolvido pela empresa norte-americana Pelage Pharmaceuticals, encontra-se atualmente na fase 2 de estudos clínicos nos Estados Unidos e atua diretamente nas células-tronco dos folículos capilares que estão inativos, ou seja, que não produzem mais cabelo.
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Veja mais sobre esse novo tratamento de calvície
Diferente das opções já conhecidas que se limitam a prevenir a queda dos fios, o PP405 se propõe a reverter a calvície ao estimular o funcionamento de folículos adormecidos. Apesar da ausência de pesquisas clínicas e de um pedido formal para registro no Brasil, conforme informações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), especialistas no campo da tricologia já manifestaram interesse por este novo tratamento.
A proposta é que a revitalização dos folículos capilares possa abrir novas perspectivas não apenas para a calvície, mas também para questões relacionadas à perda de pigmentação em cabelos grisalhos e ao estresse oxidativo da pele. O médico especialista em tricologia e transplante capilar, Vlássios Marangos, considera o tratamento promissor, ressaltando a velocidade com que novas alternativas têm surgido no mercado.

“Historicamente, a finasterida está em uso há mais de três décadas, com poucas inovações nesse intervalo. Contudo, atualmente, o ritmo de pesquisa e lançamento de novos tratamentos tem sido significativamente acelerado”, explica Marangos.
A fórmula do PP405 é uma loção tópica que atua metabolicamente nos folículos capilares. Sua ação inibe o transportador mitocondrial de piruvato (MPC), resultando em um aumento nos níveis intracelulares de lactato. Esse processo é fundamental para ‘despertar’ as células-tronco capilares que estavam inativas.
Embora o tratamento tenha mostrado eficácia em aumentar a densidade capilar em até 20% (o equivalente a aproximadamente 18 folículos adicionais por centímetro quadrado), ainda apresenta limitações em áreas onde houve perda total de cabelo. Os dados clínicos indicam que o PP405 não provoca efeitos colaterais hormonais típicos associados a outros tratamentos, como alterações na libido frequentemente observadas com o uso de DHT bloqueadores como finasterida e dutasterida.
A aplicação do medicamento é realizada diretamente no couro cabeludo, requerendo uso diário contínuo por um período inicial que varia entre 16 e 24 semanas, durante o qual resultados visíveis podem ser notados. Após a interrupção do tratamento, espera-se que os cabelos estimulados pelo medicamento continuem crescendo por um período adicional de cinco a sete anos.
Prevê-se que o PP405 esteja disponível comercialmente até 2027, com um custo estimado superior a R$ 1.000 mensais para um frasco com duração média de 30 dias.
No contexto atual, as opções disponíveis para tratar a calvície concentram-se principalmente em interromper ou retardar a queda dos fios existentes sem conseguir incentivar o crescimento de novos folículos. Além disso, esses tratamentos requerem um uso prolongado para manutenção dos resultados alcançados.
Quanto aos efeitos adversos dos tratamentos convencionais, enquanto o minoxidil raramente provoca alterações hormonais significativas, sua aplicação pode causar desconforto local devido à composição do produto. Por outro lado, finasterida e dutasterida podem levar à redução da libido em alguns pacientes, embora muitos desses casos possam ter origem psicológica.