Fictor injeta R$ 3 bilhões e compra Banco Master de Daniel Vorcaro
A operação marca a entrada da Fictor no setor bancário e inaugura um novo capítulo para a instituição fundada por Daniel Vorcaro
- Publicado: 01/01/2026
- Alterado: 17/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Motisuki PR
Nesta segunda-feira, (17), o mercado financeiro recebeu o anúncio da venda do Banco Master para a Fictor Holding Financeira, em uma operação que inclui um aporte inicial de R$ 3 bilhões e marca a saída de Daniel Vorcaro do controle da instituição.
A notícia encerra um ciclo de meses turbulentos, debates acalorados e disputas regulatórias, mas curiosamente confirma aquilo que os números do Banco Master já indicavam havia muito tempo: apesar do barulho externo, o banco seguia sólido, lucrativo e cumprindo rigorosamente seus compromissos, incluindo todos os pagamentos de CDBs, mesmo nos momentos de maior especulação.
Interesse internacional reforça valor do ativo

A venda para a Fictor, que entra oficialmente no setor bancário brasileiro com uma operação de peso e capital robusto, é um movimento que diz tanto sobre o futuro quanto sobre o passado recente. Depois da negativa do Banco Central na transação com o BRB, muito se apostou que o Banco Master teria dificuldades para encontrar investidores de porte equivalente. A realidade provou o contrário. O banco voltou ao mercado, atraiu rapidamente interessados privados e concluiu uma negociação bilionária com um grupo que reúne investidores nacionais e estrangeiros, inclusive capital oriundo dos Emirados Árabes Unidos.
O mais interessante é como o Master atravessou esse período. Enquanto manchetes tentavam transformar ruído em narrativa, a instituição continuou apresentando lucros consistentes, ampliando sua atuação e preservando os pilares de governança que a destacaram entre os bancos médios. Não houve atrasos em aplicações, não houve risco sistêmico, não houve quebra de confiança. Pelo contrário: os credores que acompanhavam de perto a operação sabiam que, mês após mês, o banco mantinha rigor absoluto em suas obrigações, algo que pesou diretamente na decisão dos investidores da Fictor.
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Com a transação, Daniel Vorcaro encerra sua trajetória no Master e passa a se dedicar à sua holding patrimonial. O banco que ele entrega é uma instituição forte, uma operação que amadureceu, ganhou musculatura e despertou o interesse de grupos dispostos a investir pesado. A Fictor, por sua vez, já sinaliza mudanças estruturais, incluindo nova diretoria, reorganização de conselho e reposicionamento estratégico. Caso a operação seja aprovada, o Master deverá adotar o nome Banco Fictor, abrindo um novo capítulo para a instituição.
A interpretação predominante entre analistas é de que a transação representa não apenas a confiança no ativo, mas também uma resposta ao excesso de especulação dos últimos meses. Bancos não atraem aportes bilionários quando estão debilitados; atraem quando demonstram capacidade de execução, governança funcional e histórico de estabilidade. O Banco Master, mesmo cercado por controvérsias e disputas que muitas vezes extrapolaram o campo técnico, manteve todos esses elementos.

Assim, a venda anunciada hoje funciona como uma espécie de síntese: encerra uma fase agitada, redesenha o mapa competitivo dos bancos médios e, de certa forma, corrige a percepção de quem confundiu turbulência de narrativa com fragilidade financeira. A Fictor assume o comando com dinheiro novo, ambição e estrutura; o Master entrega sua trajetória de resultados em dia; e o mercado, mais uma vez, lembra que números falam mais alto que manchetes.