Feirão de Trabalho da Panificação do ABC ganha versão online

Com mais de 6 mil vagas disponíveis, o feirão de trabalho promovido pelo Sipan e Fiesp em São Bernardo terá continuidade digital para ampliar as oportunidades no setor

Crédito: Suzana Rezende / ABCdoABC

O primeiro Feirão de Trabalho da Panificação do Grande ABC, realizado no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, reuniu mais de 30 padarias e confeitarias da região em busca de preencher as 6 mil vagas de emprego disponíveis no setor.

Promovido pelo Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do ABC (Sipan), com apoio da Fiesp, o evento movimentou candidatos de diferentes perfis, de jovens em busca do primeiro emprego a profissionais com mais de 50 anos.

Segundo o presidente do Sipan, Antônio Carlos Henriques (Toninho), o objetivo foi conectar empresas e trabalhadores de forma prática e imediata. “A ideia surgiu conversando muito com as padarias, que relatavam grandes dificuldades de contratação. Foi aí que pensamos: ‘por que não fazer um feirão de empregos setorial?’”, contou.

Feirão de trabalho online amplia alcance das vagas

Feirão de trabalho panificadoras
Suzana Rezende / ABCdoABC

O sucesso da edição presencial motivou a criação de uma versão online do feirão de trabalho, que estará disponível no site do Sipan. A plataforma permitirá o cadastro e envio de currículos de forma digital, garantindo que candidatos de toda a região possam participar.

“Resolvemos que, a partir de segunda-feira, já vamos estar com o feirão de empregos online. As pessoas poderão entrar no site do Sipan ABC, preencher ou criar o currículo diretamente por lá. Vai ser muito fácil”, explicou Toninho.

A nova modalidade busca alcançar quem não pôde comparecer presencialmente, especialmente diante das condições climáticas do dia do evento, e reforça o compromisso do sindicato em reduzir o déficit de mão de obra.

Inclusão de trabalhadores 50+

Feirão de empregos panificadoras
Suzana Rezende / ABCdoABC

Outro destaque foi a presença do público 50+, que encontrou no feirão de trabalho uma porta de entrada para recolocação profissional. Toninho enfatizou a importância dessa faixa etária no setor:

“Estamos até preferindo os de 50 a mais, 40 a mais, porque já temos experiências muito positivas em padarias com profissionais mais velhos. A qualidade de trabalho e o empenho são enormes. Enche a gente de alegria poder dar oportunidade para essas pessoas”.

Ele reforçou ainda o valor social do trabalho na panificação: “Trabalhar nesse setor não é só enriquecer o bolso, é enriquecer a alma. O pão é um produto milenar, essencial para a alimentação das pessoas de crianças a idosos. Produzir pão é um ato de carinho e responsabilidade”.

Qualificação profissional com Senai e Sebrae

Durante o feirão de trabalho, os visitantes também tiveram acesso a capacitações e oficinas gratuitas oferecidas pelo Senai-SP e pelo Sebrae-SP, instituições parceiras do evento. A professora Ivone, do Senai Jacob Lafer de Santo André, destacou que a qualificação é o primeiro passo para quem quer empreender ou atuar com excelência no setor.

“Não é só fazer o biscoito natalino. É entender matéria-prima, processo e balanceamento, para que o produto tenha padronização e qualidade”, explicou.

Ela também anunciou a inauguração de uma nova planta de alimentos do Senai em Santo André, prevista para o próximo ano. “Vamos trabalhar em função da padronização e qualidade. E junto com o Sebrae, prefeituras e sindicatos, estamos levando esse conhecimento para centros comunitários e espaços públicos”, afirmou.

Cursos despertam talentos e fortalecem tradições

Feirão de empregos panificadoras
Suzana Rezende / ABCdoABC

Além das oportunidades de emprego, o feirão de trabalho proporcionou momentos de aprendizado e troca de experiências. Uma das participantes, Rosana, aluna do curso de Produções Natalinas, contou como a formação transformou sua rotina.

“O Natal é muito tradicional, e tudo que a gente aprende aqui, biscoito, pão, panetone, traz sabor e significado para dentro de casa. É algo que relaxa a mente e desperta o prazer de produzir”, relatou.

Rosana destacou ainda o aspecto educativo das aulas. “A gente desenvolve o lado do mais e menos, aprende sobre desperdício e planejamento na cozinha. Isso é gratificante, porque você sai do comum e trabalha de forma mais objetiva”, completou.

Estrutura completa e atendimento ao público

No Pavilhão Vera Cruz, os candidatos encontraram uma estrutura pensada para facilitar o processo de seleção. “Muitos chegam com apenas um currículo. Então disponibilizamos equipamentos para xerocar e também notebooks para quem precisasse fazer o currículo na hora”, explicou Toninho.

As entrevistas ocorreram diretamente com representantes das padarias e confeitarias participantes, com faixas salariais entre R$ 2.097,67 e R$ 5.000,00, abrangendo funções como padeiro, confeiteiro, pizzaiolo, atendente e gerente de loja.

Parcerias institucionais fortalecem o setor

O evento contou com apoio fundamental da Prefeitura de São Bernardo, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, do SENAI e do SEBRAE, além da FIESP.

“Essas parcerias são antigas e muito sólidas. O setor da panificação faz parte da Fiesp há mais de 30 anos, e o Sebrae é um parceiro que tem nos acompanhado em diversos projetos de capacitação”, afirmou o presidente do Sipan.

A sinergia entre as entidades demonstra a importância da integração entre indústria, capacitação e empregabilidade, pilares que sustentam o sucesso do evento e reforçam o papel do feirão de trabalho como agente transformador na economia regional.

Expectativas para as próximas edições

Com a grande procura e a aprovação dos participantes, o Sipan já planeja novas edições do feirão de trabalho, com expansão para outros segmentos ligados à alimentação. “Nosso objetivo é que esse modelo se repita e se amplie, fortalecendo o setor e abrindo portas para quem quer ingressar ou se recolocar no mercado”, afirmou Toninho.

O dirigente reforçou que o foco permanece em unir oportunidade e formação. “Essa primeira edição do feirão se diferencia por unir contratação direta e compromisso com a formação setorial prática. Queremos responder de forma concreta ao déficit de mão de obra na panificação”, concluiu.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 30/10/2025
  • Fonte: Fever