Mais de 100 famílias já se mudaram da Favela do Moinho

88% das famílias residentes no local já aderiram, de maneira voluntária, ao plano de atendimento habitacional capitaneado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, do Estado

Crédito: Agência SP

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), está progredindo significativamente no projeto de reassentamento voluntário das famílias que residem na Favela do Moinho. Até a última segunda-feira (5), já foram realizadas 117 mudanças, representando uma importante etapa para proporcionar melhores condições de vida e segurança aos moradores dessa área de risco no coração da capital paulista.

Com o objetivo de garantir um ambiente mais seguro e saudável, a iniciativa já conta com a adesão de 752 das 851 famílias que habitam a favela, o que equivale a 88% do total. Dentre essas, 596 estão aptas para assinar contratos e se mudarem para novas moradias assim que estiverem disponíveis. Além disso, 540 famílias já escolheram os destinos para suas novas residências, optando por unidades apresentadas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) ou buscando imóveis com as cartas de crédito disponibilizadas pelo governo.

O secretário Marcelo Branco enfatizou a autonomia dos moradores durante esse processo: “Das mudanças realizadas até agora, 68 foram feitas por iniciativa própria das famílias, enquanto 49 contaram com o suporte das equipes da CDHU. Isso demonstra a urgência em deixar um local marcado pela insalubridade e risco”, afirmou o secretário.

Para viabilizar o reassentamento, o governo oferece duas modalidades principais: a Carta de Crédito Associativa (CCA) e a Carta de Crédito Individual. A CCA permite que as famílias adquiram unidades habitacionais que já possuem licenças para construção ou que estejam em andamento. Por outro lado, a Carta de Crédito Individual dá aos cidadãos a possibilidade de apresentar unidades disponíveis à CDHU, que irá avaliar os valores para prosseguir com a contratação. Ambas as opções têm limites de R$ 250 mil para moradias na região central e R$ 200 mil para outros bairros.

As moradias propostas incluem 1.047 unidades na região central e outras 499 em diferentes áreas da cidade, assegurando que todos os interessados possam ser atendidos. Os financiamentos seguem as diretrizes da política habitacional do Estado, com parcelas limitadas a 20% da renda familiar e subsídios significativos para aqueles que ganham até cinco salários mínimos.

Enquanto aguardam pelas novas moradias, as famílias recebem um auxílio mudança no valor de R$ 2.400, além de um auxílio moradia mensal de R$ 800 após o segundo mês, com custos compartilhados entre o Estado e a Prefeitura de São Paulo.

A CDHU iniciou um trabalho próximo à comunidade no ano passado, realizando um levantamento completo das residências na favela e promovendo reuniões com lideranças locais para discutir o processo de reassentamento. Um escritório foi estabelecido nas proximidades para facilitar o acesso dos moradores às informações sobre os empreendimentos disponíveis e prestar suporte durante todo o processo.

O trabalho de reassentamento continua nos próximos dias, com a realização das mudanças programadas para as famílias que já solicitaram transporte para seus novos lares.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 07/05/2025
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA