Falta de luz em SP causa prejuízo de R$ 1,54 bi ao comércio

Setores de serviços e varejo somam perdas bilionárias. Entidade orienta sobre ressarcimento da Enel.

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A recente falta de luz em SP gerou um impacto financeiro devastador para a economia da capital. Entre a quarta-feira (11) e a quinta-feira (12), o setor de Comércio e Serviços deixou de faturar cerca de R$ 1,54 bilhão. O levantamento foi realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que monitora os danos causados pela interrupção no fornecimento de energia.

Os dados apontam que o segmento de Serviços foi o mais afetado, registrando uma perda de receita superior a R$ 1 bilhão. Já o varejo computou um prejuízo de R$ 511 milhões no mesmo período. O cálculo leva em conta a interrupção que atingiu 2,2 milhões de imóveis inicialmente e a persistência do problema em 1 milhão de unidades no dia seguinte.

[TABELA 1] Perda de faturamento dos setores do comércio e dos serviços em SP Fonte: FecomercioSP

Impacto econômico pode ser ainda maior

A estimativa da FecomercioSP indica que 18% da capital paulista permaneceu sem eletricidade na quinta-feira. Contudo, os prejuízos reais decorrentes da falta de luz em SP tendem a ultrapassar os números divulgados. A conta atual não inclui perdas de estoque de produtos perecíveis nem os custos fixos das empresas, que continuam ativos mesmo sem faturamento.

Segundo a entidade, o cenário atual remete a outubro de 2024, quando uma situação similar de falta de luz em SP resultou em perdas de quase R$ 2 bilhões.

O assessor econômico da FecomercioSP, Fábio Pina, ressalta a complexidade de mensurar o dano total:

“Estamos falando apenas do potencial de perdas. De um lado, é possível que mais gente tenha sido afetada, assim como dá para cogitar que alguns profissionais conseguiram acessar outros imóveis onde a energia não acabou.”

Como agir diante do prejuízo

Para mitigar os danos financeiros causados pela falta de luz em SP, a FecomercioSP orienta que empresas e consumidores priorizem a via administrativa antes de acionar a Justiça. O primeiro passo é abrir um chamado oficial junto à Enel, registrando a reclamação formalmente.

A importância desse registro vai além da queixa imediata. Ele serve como prova documental em eventuais processos judiciais e gera estatísticas para a melhoria do serviço. Caso a distribuidora não resolva o problema, o consumidor deve recorrer à ouvidoria da empresa e, posteriormente, à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), tendo em mãos o protocolo inicial.

Ressarcimento de equipamentos e lucros cessantes

A persistência da falta de luz em SP também pode causar danos a equipamentos eletrônicos. Nesses casos, as normas da ANEEL exigem que a distribuidora disponibilize canais para solucionar a questão.

Se os canais da concessionária e da agência reguladora não funcionarem, a recomendação é buscar órgãos de defesa do consumidor, como o Procon. Pela legislação, interrupções superiores a 24 horas em áreas urbanas permitem que os Procons locais intermediem pedidos de indenização.

Independentemente da via escolhida — administrativa ou judicial — para reaver os valores perdidos durante a falta de luz em SP, é fundamental reunir provas robustas. A FecomercioSP recomenda a organização de:

  • Fotografias e vídeos que comprovem a falta de energia e danos;
  • Documentos fiscais e relatórios de perda de receita;
  • Registros de protocolos de atendimento.
  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 11/12/2025
  • Fonte: Multiplan MorumbiShopping