Por que a extensão da Linha 1-Azul até Diadema é tecnicamente inviável

O governador Tarcísio de Freitas confirmou que a expansão enfrenta barreiras estruturais no Pátio Jabaquara e avalia levar a Linha 17-Ouro a Diadema

Crédito: Rovena Rosa - Agência Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, voltou a tratar da histórica demanda de estender a Linha 1-Azul até Diadema, mas reconheceu que o projeto não avançou como esperado. Segundo ele, o maior entrave está na estrutura operacional do Pátio Jabaquara, peça-chave do funcionamento da linha desde sua inauguração.

Recentemente Tarcísio explicou que a inviabilidade é essencialmente técnica. “Eu gostaria de levar a Linha 1 do Jabaquara até Diadema e solicitei um estudo sobre isso. No entanto, enfrentamos dificuldades devido ao pátio de manobras. Assim, a extensão da Linha 1 pode não ser viável, mas estou explorando a possibilidade de estender a Linha 17-Ouro até Diadema”, afirmou o governador.

O que impede a expansão da Linha 1-Azul?

A Linha 1-Azul termina hoje na Estação Jabaquara — e logo após ela se encontra o maior pátio de manobras, estacionamento e manutenção da linha. É ali que os trens retornam, são organizados e recebem intervenções técnicas.

A configuração é a seguinte:

  • A estação Jabaquara fica imediatamente antes do pátio.
  • Entre a via principal e o pátio existe a chamada zona de transferência, usada para manobras e segurança operacional.
  • Por estar colada às plataformas, essa zona impede que a linha avance fisicamente.

Qualquer extensão da Linha 1-Azul exigiria:

  • deslocar ou reconstruir todo o pátio,
  • redesenhar o sistema de manobra,
  • realocar áreas técnicas críticas,
  • e interromper parcialmente a operação da linha mais utilizada do Metrô.

Essa intervenção é considerada tecnicamente inviável e financeiramente desproporcional para o benefício final.

Alternativa em estudo: Linha 17-Ouro até Diadema

Com a inviabilidade da Linha 1-Azul, Tarcísio solicitou ao Metrô estudos para estender a Linha 17-Ouro, que já prevê ligação com o Aeroporto de Congonhas. Por ser um modal com obra mais flexível e menos dependente de pátios subterrâneos, a expansão até Diadema pode ser tecnicamente factível.

Uma promessa antiga — e sempre adiada

A ligação entre o Metrô e Diadema é pauta recorrente há décadas. Desde os anos 2000, diversas gestões afirmam buscar alternativas para atender moradores do Jardim Miriam e bairros periféricos do extremo Sul da capital e do ABC.

Mas, assim como ocorreu em gestões anteriores, Tarcísio reconhece que a decisão depende mais da engenharia do que da vontade política.

E a Linha 20-Rosa?

A ideia inicial era incluir a extensão da Linha 1 na concessão integrada da futura Linha 20-Rosa, que deve conectar o ABC à capital. Segundo o governador, os estudos dessa concessão serão apresentados no próximo ano — e podem redefinir os projetos de mobilidade da região.

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  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 19/11/2025
  • Fonte: Fever