Exportações de caqui em SP crescem e ganham destaque na Europa e América do Norte
Em 2024, a produção paulista da fruta foi de 71,5 mil toneladas e exportou mais de US$ 805 mil, com um crescimento de 31%
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 21/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Em 2024, o caqui paulista consolidou-se como um importante produto nas exportações brasileiras, com os principais destinos sendo o Canadá, que recebeu 68,7 toneladas da fruta, seguido pelos Países Baixos, com 64,4 toneladas, e os Estados Unidos, com 40,4 toneladas.
O estado de São Paulo destaca-se por ser responsável por aproximadamente 50% da produção nacional de caqui. Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), revelam que neste ano foram colhidas mais de 71,5 mil toneladas da fruta. O desempenho no mercado internacional foi notável, com um crescimento de 31,3% na receita das exportações em comparação a 2023, saltando de US$ 613 mil para US$ 805 mil. Somente no primeiro trimestre de 2024, as vendas já somavam cerca de US$ 196 mil.
Um dos fatores que impulsionaram esse aumento nas receitas é a valorização do dólar em relação ao real. Em dezembro do ano anterior, a moeda norte-americana atingiu seu maior valor histórico, cotada a R$ 6,30. De acordo com Marli Mascarenhas, pesquisadora do IEA, “o produtor rural que realiza exportações se beneficia dessa alta, uma vez que o dólar é utilizado como referência para a comercialização. A variação positiva da moeda durante o ano foi de 27,3%, impactando tanto o valor quanto a quantidade embarcada da fruta, que aumentou em 24,6%.”
A aceitação do caqui paulista na Europa tem sido incentivada pela eficiência logística proporcionada pelo porto de Roterdã, considerado uma porta estratégica para as frutas brasileiras no continente. Ramon Gerrits, assessor do Departamento Agrícola da Embaixada dos Países Baixos em Brasília, afirmou: “É gratificante observar que o caqui está ganhando espaço na Europa, especialmente porque não é uma fruta tradicionalmente importada.”
Mogi das Cruzes, localizada na região do Alto Tietê, é reconhecida como a “Terra do Caqui”, cultivando variedades como Fuyu, Giombo e Rama Forte em uma área total de 1.484 hectares distribuídos entre 468 propriedades. A produção estimada nessa região chega a cerca de 50 mil toneladas. Pilar do Sul também se destaca na exportação da fruta.
A Cooperativa Agroindustrial APPC, fundada em 2014, desempenha um papel crucial na comercialização do caqui Fuyu e Rama Forte entre outros produtos agrícolas. Felipe Reis, diretor-geral de comunicação da cooperativa, afirmou: “Priorizamos a qualidade e temos como alvo diversos mercados internacionais incluindo Canadá e países europeus como Suíça e Espanha.”
Reis também comentou sobre como a valorização da moeda americana trouxe benefícios financeiros significativos para os exportadores. “O aumento do dólar permitiu um crescimento no faturamento das exportações e possibilitou uma remuneração mais justa aos produtores. Essa situação se transformou em um estímulo importante para que eles continuem investindo na produção de frutas com elevado padrão de qualidade,” concluiu.