Exames de imagem crescem 43,4% no Brasil
Setor ultrapassa 1 bilhão de procedimentos. Alta é impulsionada pelo envelhecimento populacional.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 20/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O Brasil registrou um crescimento expressivo no uso de exames de imagem em 2024. O setor de diagnóstico por imagem teve um salto de 43,4%, passando de 17 milhões para 24,4 milhões de procedimentos realizados em apenas um ano.
Este dado faz parte de um levantamento maior da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), divulgado durante o Fórum Internacional de Lideranças da Saúde (Filis). O estudo aponta que o setor de diagnóstico geral ultrapassou a marca de 1 bilhão de exames em 2024, representando uma alta de 15,7% sobre 2023.
Os exames de imagem consolidam-se como a segunda categoria com maior volume no país, ficando atrás apenas das análises clínicas. Dentro dessa alta, procedimentos como a colonoscopia – exame crucial para estudar o interior do intestino grosso e reto para detecção de pólipos e câncer – estão entre as demandas crescentes.
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Alta demanda por exames aquece o mercado de trabalho
Esse aumento na procura por diagnósticos impulsionou diretamente a empregabilidade. O setor de medicina diagnóstica agora responde por 11,1% das vagas na área da saúde, com um saldo positivo de 9,1 mil novos postos de trabalho em 2024. Esse número é quatro vezes superior ao registrado em 2023, elevando o total de empregados no segmento para 307 mil.
Os laboratórios clínicos lideram com 144,7 mil profissionais. Já os serviços de diagnóstico por imagem que utilizam radiação ionizante (exceto tomografia) empregam 50,2 mil pessoas, segundo dados do Caged. O relatório indica que o envelhecimento populacional e o aumento de doenças crônicas são fatores-chave para essa expansão.

Parque tecnológico de diagnóstico cresce quase 10%
Para suprir essa demanda, o parque de equipamentos de diagnóstico também se expandiu. O número de aparelhos no país cresceu 9,9% entre 2023 e 2024, passando de 247,8 mil para 293,3 mil unidades.
Os tomógrafos computadorizados lideraram a alta (13,2%), indo de 212 para 240 aparelhos nas empresas associadas. No entanto, os ultrassons continuam sendo os mais numerosos, representando 46,1% do total de equipamentos. Houve também aumento no número de mamógrafos (de 351 para 373) e aparelhos PET/CT (de 26 para 29). Em 2024, o Brasil contava com 39,3 mil estabelecimentos que oferecem exames de imagem.
Envelhecimento populacional impulsiona os exames de imagem
A principal força motriz por trás desse crescimento é a mudança demográfica. O envelhecimento da população brasileira, que hoje representa 16,6% dos habitantes (com projeção de superar 30% até 2050), leva a um aumento na prevalência de doenças crônicas, como câncer e problemas cardíacos.
Essas condições exigem monitoramento contínuo, elevando a necessidade de exames de imagem como tomografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias. O protocolo de investigação dessas enfermidades, que também inclui procedimentos como a endoscopia digestiva, depende diretamente desses recursos.
A demanda por exames de imagem cresce acentuadamente após os 50 anos, atingindo seu pico na faixa etária de 70 a 79 anos. O Painel Abramed destaca que o diálogo claro com o paciente sobre a realização desses exames de imagem é crucial para fortalecer a confiança e humanizar o atendimento.