Ex-CEO da Hurb é denunciado por furto de obras de arte
Justiça aponta histórico criminal ligado a fraudes e estelionato
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 05/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou uma denúncia contra João Ricardo Rangel Mendes, ex-diretor executivo do antigo Hotel Urbano, atualmente conhecido como Hurb. Mendes é acusado de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo.
A prisão do denunciado ocorreu em flagrante no final de abril, quando foi flagrado furtando obras de arte e diversos objetos tanto de um hotel quanto de um escritório de arquitetura localizados na cidade do Rio de Janeiro. A Justiça já decretou sua prisão preventiva.
Na ação penal protocolada junto à 32ª Vara Criminal da Capital, a Promotoria de Justiça defendeu a continuidade da prisão preventiva do ex-CEO, citando seu envolvimento anterior em outro processo criminal. Mendes responde por estelionato, devido a sua atuação como líder da Hurb, onde teria prejudicado financeiramente muitos consumidores ao cancelar pacotes de viagens e passagens aéreas sem reembolsar os valores correspondentes. Esse histórico revela um padrão comportamental ligado à prática de crimes patrimoniais.
Os delitos foram cometidos no dia 25 do mês passado. Em um dos incidentes, João Ricardo se fez passar por entregador para subtrair um quadro, que ocultou dentro de uma bolsa destinada a entregas. No mesmo dia, dirigiu-se a um escritório de arquitetura, onde furtou quadros, uma mesa digitalizadora e duas carteiras contendo dinheiro, apresentando-se como eletricista para realizar o ato criminoso.
Entre os itens roubados estava uma obra de arte e três esculturas pertencentes ao Hotel Hyatt, localizado na Praia da Barra da Tijuca. No dia seguinte aos furtos, segundo as informações contidas na denúncia, Mendes também levou dois quadros do escritório Duda Porto Arquitetura, além de um iPad e a carteira do proprietário do local, situado no Casa Shopping, também na Barra da Tijuca.
A direção do shopping notificou a polícia após revisar as gravações das câmeras de segurança e observar o momento do furto no escritório. As investigações subsequentes permitiram à Polícia Civil identificar João Ricardo como o responsável pelos crimes, utilizando as imagens capturadas durante os atos delituosos.