EUA se aproximam de mineradoras brasileiras em busca de novo acordo
Brasil e EUA discutem acordo sobre minerais críticos e possível revisão de tarifa de 50% imposta durante governo Trump.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 25/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Nesta quarta-feira (23), autoridades do setor mineral brasileiro se encontraram com representantes do governo dos Estados Unidos para discutir a possibilidade de um acordo relacionado aos minerais críticos, além de abordar a tarifa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump sobre produtos oriundos do Brasil.
O encontro foi liderado por Gabriel Escobar, encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA no Brasil, que se reuniu com Raul Jungmann, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Essa foi a terceira reunião entre os dois países em 2025 para tratar das questões envolvendo minerais críticos.
Durante o diálogo, Escobar expressou uma visão positiva sobre a proposta brasileira de enviar uma delegação a Washington. O objetivo seria discutir as tarifas diretamente com autoridades e empresas mineradoras norte-americanas. Contudo, o diplomata sugeriu que tal comitiva poderia ter um recebimento mais favorável entre setembro e outubro, considerando que agosto é tradicionalmente um mês de férias nos Estados Unidos.

A relevância do setor mineral nas negociações com o governo norte-americano não pode ser subestimada. Especialistas brasileiros destacam que os minerais, especialmente as terras raras, podem ser tratados de forma diferenciada dentro do contexto tarifário.
Essa movimentação ocorre em um cenário global onde há uma crescente demanda por minerais críticos, fundamentais para a fabricação de baterias, semicondutores e tecnologias avançadas. Atualmente, esse mercado é amplamente dominado pela China, que representa cerca de 70% das exportações brasileiras neste setor.

Os Estados Unidos têm demonstrado interesse em reduzir sua dependência da China, especialmente na produção de células de bateria, onde a nação asiática controla mais de 80% da capacidade global. Além disso, a China processa mais da metade do lítio e cobalto em todo o mundo, segundo dados da Agência Internacional de Energia.
Um dos principais argumentos que o Brasil pretende apresentar nas negociações é a necessidade de diversificação das fontes de suprimento, dada a predominância chinesa no mercado global de minerais críticos.