EUA atacam instalações nucleares do Irã com bombardeio de alta precisão
Operação liderada por Trump marca escalada militar no Oriente Médio e ameaça ampliar o conflito
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 22/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Os Estados Unidos entraram oficialmente na guerra entre Israel e Irã neste sábado (21), com um ataque direto a instalações nucleares iranianas. A ação, autorizada pelo presidente Donald Trump, ocorreu nove dias após o início da ofensiva israelense contra o Irã.
“Nós completamos nosso muito bem-sucedido ataque. Um complemento inteiro de bombas foi lançado no alvo primário, Fordow”, declarou Trump em sua conta na Truth Social. Logo depois, o presidente americano reforçou o tom provocativo ao compartilhar uma postagem com a frase: “Fordow já era”.
Além de Fordow, que é considerada a “fortaleza” do programa nuclear iraniano por estar localizada a dezenas de metros de profundidade, os Estados Unidos também bombardearam instalações em Natanz e Isfahan. Essas bases já haviam sido alvejadas anteriormente por Israel.
Participação dos bombardeiros B-2 e uso da superbomba GBU-57
A operação contou com o envio de bombardeiros furtivos B-2, partindo da base aérea de Whiteman, no Missouri (EUA). Os aviões são os únicos capazes de lançar a GBU-57, uma bomba de 13,6 toneladas projetada para destruir bunkers subterrâneos. Segundo Trump, seis dessas bombas foram usadas no ataque, sendo esta a primeira vez que elas são empregadas em combate.
Além dos B-2, oito aviões de reabastecimento KC-135 garantiram a autonomia da missão de 11 horas até o Irã. Fontes iniciais indicam também a participação de submarinos americanos, que lançaram mísseis Tomahawk contra alvos em Isfahan e Natanz. O número exato de aeronaves envolvidas ainda não foi divulgado.
O Ministério da Defesa de Israel confirmou que a operação foi coordenada com os Estados Unidos, mas evitou fornecer detalhes adicionais. Em resposta ao ataque, o governo israelense decretou a suspensão de atividades não essenciais no domingo (22), incluindo o fechamento de escolas e serviços públicos.
Cresce a tensão internacional e o risco de um conflito ampliado
O ataque americano frustrou os esforços diplomáticos de França, Alemanha e Reino Unido, que buscavam abrir um canal de negociação entre os EUA e o Irã. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, classificou a ação como “perigosa para todos” e alertou sobre as possíveis consequências.
Em meio à escalada, Trump deixou claro que novas ações podem ocorrer caso Teerã não aceite um acordo de paz nos termos impostos por Washington. “Ou nós iremos atacá-los de novo”, afirmou o presidente. Mais tarde, reforçou a ameaça: “Ou Teerã aceita a paz em seus termos, ou muitos outros alvos serão atingidos. E será muito mais fácil.”
O Irã, por sua vez, mantém um tom desafiador apesar das perdas em sua capacidade de defesa. Especialistas apontam que, em caso de uma resposta mais agressiva, Teerã pode atacar as forças navais americanas no Golfo Pérsico ou as 19 bases militares dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio. Outra preocupação é uma possível tentativa de bloqueio do Estreito de Hormuz, por onde passa mais de 30% do petróleo da região.
Contexto do conflito e poderio militar envolvido
Desde o início da ofensiva israelense, o Irã tem sofrido severos danos em sua infraestrutura militar. Segundo relatos, a campanha aérea de Israel praticamente neutralizou as defesas antiaéreas iranianas. No entanto, Israel não possui os B-2 nem as GBU-57, tornando a participação americana decisiva para atingir os bunkers mais protegidos.
Além dos ataques diretos, há ameaças de novos confrontos no Mar Vermelho, onde rebeldes houthis, aliados do Irã, prometeram retomar os ataques a navios americanos caso novas ofensivas ocorram. Até o momento, eles mantêm uma trégua com as forças ocidentais, mas continuam lançando mísseis contra Israel.
O B-2, utilizado no ataque, é considerado a aeronave mais sofisticada já construída pelos EUA. Além de transportar bombas nucleares, é capaz de lançar armas de grande penetração como a GBU-57, cuja explosão pode atingir profundidades superiores a 60 metros no solo.
O futuro do conflito permanece incerto, mas o envolvimento direto dos Estados Unidos marca uma nova fase de tensão no Oriente Médio, com potencial para ampliar a instabilidade na região.