Etecs inovam no ensino de inglês

Etecs trocam memorização por práticas reais de língua inglesa

Crédito: Divulgação

O que nasceu como um sopro de entusiasmo durante o isolamento da pandemia transformou-se em uma metodologia de sucesso nas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) de São Paulo. Através de projetos que unem arte e tecnologia, o aprendizado da língua inglesa ganhou uma nova dimensão, trocando a memorização por criação e análise crítica.

De Jandira para o mundo: O “Morning Morning”

Na Etec Prefeito Braz Pascoalin, em Jandira, a professora Ana Paola Matiasso Cruz deu vida ao projeto “Morning Morning: Expanding Horizons – Learning With Fun”. O nome, inspirado no seu bordão de “bom dia” que combatia o desânimo dos alunos no ensino remoto, floresceu em 2025 com atividades práticas envolvendo turmas de Administração e Recursos Humanos.

Os estudantes mergulharam em quatro frentes criativas:

  • Audiovisual: Produção de videoclipes e dublagem de filmes.
  • Simulação de Cinema: Uma experiência real com bilheteria e pipoca, onde a arrecadação foi dividida entre a APM e o fundo de formatura da turma.
  • Intercâmbio: Feiras que simularam a comunicação global.

Além da diversão, o projeto avançou para a “English Language Olympic”, onde os alunos exploraram o idioma através da leitura crítica de autoras como Chimamanda Ngozi Adichie e Kamala Das. “O ensino de inglês passou a ser um espaço de criação”, destaca Ana Paola.

O som do aprendizado: Composições autorais na Capital

Na Etec Prof. Basilides de Godoy, na capital paulista, o destaque é o protagonismo do aluno João Pedro Ferrais Pereira, da segunda série de Mecatrônica. Conhecido pelo nome artístico Aeternus, João Pedro compõe músicas em inglês desde os 15 anos e foi convidado pelo professor Carlos Alexandre da Costa a usar suas obras como material didático.

A estratégia transformou a sala de aula:

  • Identificação: Ver um colega da mesma idade dominando a escrita e a fala no idioma mostrou aos outros alunos que a fluência é um caminho acessível.
  • Leveza: O uso de letras autorais facilitou a apropriação de vocabulário de forma orgânica.

Para João Pedro, a experiência de ouvir suas composições sendo analisadas pelos colegas foi transformadora. “Ainda que tocar minhas próprias músicas seja um pouco apavorante, os feedbacks positivos me deixaram muito feliz”, revela o estudante.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 13/01/2026
  • Fonte: FERVER