Alunos de Etec criam luva que traduz Libras em tempo real

Projeto de alunos da Etec Takashi Morita conquista 10º lugar na Feteps 2025

Alunos de Etec criam luva que traduz Libras em tempo real

Crédito: Roberto Sungi

O que começou como um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na Etec Takashi Morita, na zona sul de São Paulo, transformou-se em um dos destaques da 16ª Feteps (Feira Tecnológica do Centro Paula Souza). O projeto “Luva Tradutora de Libras”, desenvolvido por estudantes do curso técnico em Eletrônica, conquistou a décima colocação na edição de 2025.

O projeto da Etec Takashi Morita que dá voz aos sinais

A motivação para o projeto veio da experiência pessoal da aluna Iara dos Santos. Ao observar as barreiras de comunicação e a exclusão social enfrentadas por um primo com deficiência auditiva, ela inspirou seus colegas — Talita Ferreira, Ashiley Simões e Rafael Coelho Bastos — a desenvolverem uma solução que dispensasse a necessidade imediata de um intérprete humano.

Sob a orientação do professor Marcos da Silva, o grupo dedicou meses de pesquisa intensa, utilizando salas de aula, laboratórios e até encontros durante as férias de julho para viabilizar o projeto.

Como funciona a tecnologia

A luva é um prodígio da eletrônica aplicada à acessibilidade. O sistema funciona através de:

  • Sensores de movimento e flexão: Distribuídos nos dedos e na palma da mão para captar os sinais de Libras.
  • Microcontrolador e IA: Os dados captados são processados por algoritmos de aprendizado de máquina.
  • Conversão Multimodal: Os sinais são transformados em texto escrito ou áudio, transmitidos diretamente para um celular ou tablet conectado.

“Gastamos a maior parte do tempo no desenvolvimento dos códigos para garantir a precisão da tradução”, explica Iara, ressaltando que a tecnologia já gera expectativa na própria família.

Reconhecimento e protagonismo

A classificação para a Feteps foi uma surpresa que acelerou o ritmo de montagem do protótipo. Dois meses após a premiação, a emoção ainda contagia a equipe. Para Ashiley, ver o interesse do público durante a feira foi a prova de que a dedicação valeu a pena.

O sentimento do grupo é de missão cumprida e de pertencimento a uma nova geração de inovadores. “Sentimos que nosso trabalho foi valorizado e que somos protagonistas de uma nova era de inovação”, afirma Iara.

  • Publicado: 12/01/2026 16:36
  • Alterado: 12/01/2026 16:36
  • Autor: Redação
  • Fonte: CPS