Estudo revela que dar 7 mil passos diários pode reduzir em até 42% os sintomas de depressão
O Brasil se destaca como o país com o maior número de casos de depressão na América Latina
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 15/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Um estudo recente publicado no periódico científico JAMA no final de 2024 indica que a prática diária de pelo menos 7 mil passos pode resultar em uma diminuição média de 31% nos sintomas depressivos. Essa descoberta abre novas possibilidades para abordagens inovadoras no tratamento e na prevenção da depressão.
A pesquisa foi conduzida por acadêmicos da Universidade de Castilla-La Mancha, em colaboração com outras quatro instituições, e revisou um total de 33 estudos realizados entre julho de 2023 e maio de 2024. Os pesquisadores analisaram a relação entre atividade física e depressão, utilizando o número de passos diários como um indicador simples e direto da atividade física.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) estima que cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com a depressão, conforme relatado pela BBC.
Impacto Positivo dos Passos Adicionais
Para fundamentar suas conclusões, os pesquisadores examinaram dados de aproximadamente 96 mil indivíduos, com idades variando entre 18 e 91 anos, oriundos de 13 países. Todos os participantes apresentavam diagnóstico clínico de depressão ou relataram sintomas associados à condição. O grupo era composto por 54,5% de mulheres e 45,5% de homens.
Utilizando pedômetros e acelerômetros, foi possível determinar que a média diária de passos dos participantes variava entre 2.931 e 10.378. Com essas informações, os pesquisadores traçaram uma linha base que lhes permitiu identificar variações significativas na saúde mental a partir da marca dos 7 mil passos.
Os dados revelaram que ao aumentar o número diário de passos para 7.500, a redução nos sintomas depressivos alcançava impressionantes 42%. Além disso, cada mil passos adicionais contribuía com uma melhora adicional de aproximadamente 9% nos sintomas.
O Brasil e a Depressão na América Latina
A depressão é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno mental prevalente que impacta significativamente a vida cotidiana. A OMS também classifica a depressão como a principal causa global de incapacidade, refletindo sua relevância nas questões de saúde pública.
Regionalmente, o Brasil se destaca como o país com o maior número de casos de depressão na América Latina. Em um levantamento realizado pela reportagem em março deste ano, foram revelados dados do Ministério da Previdência Social que indicam um alarmante aumento nas licenças médicas por doenças relacionadas à saúde mental: foram concedidas 472.328 licenças em 2024, representando um crescimento de 68% em comparação aos números registrados há dez anos.
Dentre as licenças concedidas este ano, 113.604 foram especificamente devido à depressão, sendo que 52.627 referiam-se a casos recorrentes. O estado de São Paulo registrou o maior número dessas concessões, com 30.535 afastamentos relacionados à doença.
Esses dados ressaltam a urgência em abordar as questões relacionadas à saúde mental no Brasil e indicam que aumentar a atividade física pode ser um componente essencial na luta contra a depressão.