Escola Fundação Itaú lança curso sobre experiências em gestão cultural em SP
Ministrada pela multiartista Tatiana Schunck, formação busca expandir o olhar sobre gestão cultural, a partir das experiências de cinco diferentes espaços e organizações de São Paulo
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 13/02/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A Escola Fundação Itaú www.fundacaoitau.org.br/escola acaba de disponibilizar em sua plataforma o curso autoformativo Experiências em Gestão Cultural em São Paulo. Tendo como proposta ampliar a compreensão e o olhar sobre a gestão cultural, tanto conceitualmente, quanto na prática, a formação aborda as experiências vividas por cinco iniciativas culturais da capital paulista: a Associação Bloco do Beco (Jardim Ibirapuera, Zona Sul), a Casa Ecoativa Ilha do Bororé (Represa Billings, Zona Sul), a Comunidade Cultural Quilombaque (Perus, Zona Noroeste), a Projeto Cultural Pimenteiros e Pimenteiras do Vermelhão (Guarulhos/SP) e o território Tekoa Yvy Porã-Jaraguá (Zona Noroeste). O curso, gratuito e on-line, fica disponível por tempo indeterminado e pode ser acompanhado a partir da livre demanda do aluno.
Voltadas a gestores culturais, educadores e interessados em cultura, arte e educação, as aulas ministradas pela multiartista Tatiana Schunck têm início com Cultura e gestão cultural. Nele, é abordada a complexidade do termo “cultura”, como base para a compreensão do conceito de gestão cultural. Ela fala sobre as definições da palavra, sua origem grega e sua concepção científica atual, como elemento legitimador de práticas e experiências sociais.
Com um total de quatro horas de duração, a sequência das aulas começa debruçada sobre a Associação Cultural Recreativa Esportiva Bloco do Beco, localizada no bairro Jardim Ibirapuera, extremo-sul da cidade de São Paulo, dedicada à preservação e valorização cultural do carnaval de rua. O espaço vem, desde 2003, buscando garantir o direito da população da região no acesso à cultura, unindo tradições populares, fazeres comunitários, grupos culturais e educadores, sempre integrando arte, cultura e educação.
A segunda aula é sobre o Ecoativa, um centro ecocultural instalado na Ilha do Bororé, às margens da Represa Billings, também no extremo-sul da cidade, voltado ao acesso à cultura e às práticas sustentáveis, por meio de projetos culturais e educativos. A ação surgiu da mobilização da comunidade para discutir questões sobre água e resíduos, entre outros, e se transformou em um gerador de cultura ao reunir diversos grupos da região, possibilitando uma gestão participativa.
Tema da terceira aula, a Comunidade Cultural Quilombaque é uma organização sem fins lucrativos que atua no bairro de Perus, onde se concentra um alto índice de vulnerabilidade social na cidade de São Paulo, principalmente entre jovens e mulheres. A iniciativa, nascida de um grupo de jovens da região, vem desde 2005 buscando produzir e difundir arte e cultura, com o objetivo de descobrir perspectivas empreendedoras e emancipatórias no lugar onde vivem.
A quarta aula é dedicada às ações do Projeto Cultural Pimenteiros e Pimenteiras do Vermelhão. Criado em 2012, a ação visa preservar e promover as tradições culturais da comunidade, valorizar a história e a memória coletiva, fortalecer a identidade dos moradores e moradoras locais e desconstruir estigmas e preconceitos sobre o Jardim Vermelhão e demais bairros periféricos favelizados. O projeto teve origem a partir dos trabalhos realizados por educadores e moradores do bairro, em 2011, inicialmente com aulas de karatê e posteriormente com diversas atividades relacionadas ao esporte, lazer, educação e cultura.
A apresentação de projetos é finalizada com a aldeia Tekoa Yvy Porã localizada no território indígena do Jaraguá, na zona Noroeste da capital, cujo foco é o turismo de base comunitária, unindo cultura, empreendedorismo, artes e resistência dos povos originários, que somam cerca de 3 mil na região. O projeto abrange, ainda, as aldeias Guarani do Jaraguá, impactadas pelo crescimento desordenado da cidade, onde espaços considerados rurais sofrem com o avanço de áreas urbanas, chegando aos territórios, à vida e à cultura desses povos.
O curso é concluído com um olhar para as aproximações e distanciamentos entre esses formatos de gestão cultural. A base são as análises dos contextos abordados nas aulas anteriores.
Sobre da professora
Tatiana Schunck é multiartista, escritora e pesquisadora. Tem doutorado em artes da cena pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestrado em artes pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Foi coordenadora pedagógica da especialização Gestão Cultural Contemporânea da Escola Fundação Itaú.
SERVIÇO:
ESCOLA FUNDAÇÃO ITAÚ
Curso autoformativo Experiências em Gestão Cultural em São Paulo
Lecionado por Tatiana Schunck, multiartista, escritora e pesquisadora.
Na Escola Fundação Itaú www.fundacaoitau.org.br/escola
Carga horária: 4 horas
Classificação indicativa: Livre