Confrontos no Rio resultaram em feridos e caos nas ruas

Mulher baleada durante um tiroteio, filmou a cena enquanto se refugiava

Crédito: Reprodução

Recentes confrontos armados em comunidades do Rio de Janeiro foram amplamente documentados pela mídia, revelando a grave situação de segurança na região. Imagens divulgadas pelo Globocop registrou barricadas, inclusive em passarelas de trem, além da presença de homens armados com fuzis nas ruas.

Uma mulher identificada como Flávia se tornou uma das protagonistas desta trágica narrativa ao gravar um vídeo durante um tiroteio enquanto estava em um ônibus na Linha Vermelha, na Zona Norte do Rio, na tarde desta quarta-feira (12). Flávia foi baleada durante a troca de mensagens com seu marido, Flávio da Silva, momentos antes do início dos disparos.

“Enquanto eu conversava com ela, recebi um vídeo que mostrava sua situação já crítica, no chão e cercada pelo caos”, relatou Leonardo, o esposo de Flávia.

Refugiada em uma mureta ao lado do ônibus, Flávia filmou a cena desesperadora: “Estou no meio do tiroteio aqui na Linha Vermelha. Está todo mundo no chão. O ônibus foi metralhado”, disse ela no vídeo.

Após o incidente, Flávia foi levada a um hospital onde recebeu atendimento médico para ferimentos leves no braço e logo foi liberada.

A série de tiroteios que ocorreram na tarde de quarta-feira provocou o fechamento das principais vias expressas da cidade, como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, em ambos os sentidos. Ao todo, quatro pessoas foram feridas: duas por balas e outras duas por estilhaços de vidro.

Os conflitos começaram por volta do início da tarde quando um helicóptero do Grupamento Aeromóvel (GAM) da Polícia Militar foi atingido e teve que realizar um pouso forçado em uma unidade da Marinha na Penha. Não houve feridos entre os ocupantes da aeronave. A Secretaria de Segurança Pública inicialmente relatou que duas aeronaves foram atingidas, mas posteriormente corrigiu a informação para apenas uma.

A Polícia Civil e a Polícia Militar dirigiram-se às áreas de Parada de Lucas e Vigário Geral após receberem informações sobre a localização do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, atualmente um dos criminosos mais procurados no estado.

As comunidades Cidade Alta, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-pau formam um complexo habitado por aproximadamente 134 mil pessoas. Durante os conflitos, criminosos incendiaram barricadas e até um caminhão para dificultar o acesso das forças policiais.

A Polícia Civil requisitou à PM o fechamento da Avenida Brasil nas proximidades das comunidades para proteger os cidadãos. Segundo o porta-voz da PM, Maicon Pereira: “A Brasil está fechada por um protocolo de segurança”.

Por volta das 18h10, novos ataques foram registrados na Zona Norte em quatro pontos diferentes: Avenida Brasil, Cidade Alta, Irajá e Guadalupe. Um ônibus pegou fogo após ser atravessado na via. Criminosos fortemente armados também foram vistos correndo pelas ruas enquanto um helicóptero policial monitorava a área.

Motoristas enfrentaram longos congestionamentos na Avenida Brasil devido à situação caótica. Em meio ao pânico generalizado nas redes sociais, muitos abandonaram seus veículos e se refugiaram em muretas para evitar os disparos.

A dentista Mônica Mayer compartilhou sua experiência aterrorizante enquanto estava no meio do tiroteio. “É muito tiro, muito tiro. É impressionante a diferença entre os disparos dos bandidos e os da polícia”, afirmou Mônica. “A cidade está dominada; eles não têm nada a perder”, completou.

Dentre as vítimas do tiroteio estão Kelly, uma mulher de 45 anos que foi baleada na perna e recebeu socorro de uma vizinha que estava indo buscar seu filho na escola. Kelly foi levada ao Hospital Getúlio Vargas e se recupera bem.

A Supervia informou que devido ao tiroteio nas proximidades da estação Vigário Geral, a circulação dos trens estava restrita entre Central do Brasil x Penha e Duque de Caxias x Saracuruna. As estações próximas estavam fechadas para embarque e desembarque até nova ordem das autoridades policiais.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 13/02/2025
  • Fonte: Sorria!,