Ensino superior pode dobrar salário no Brasil, aponta OCDE
Profissionais com ensino superior ganham, em média, 148% a mais que quem tem apenas ensino médio
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 17/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Um diploma de ensino superior pode mais que dobrar o salário médio de um trabalhador no Brasil. É o que revela o relatório Education at a Glance 2025, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o levantamento, profissionais brasileiros de 25 a 64 anos com ensino superior ganham, em média, 148% a mais do que aqueles que concluíram apenas o ensino médio. Na média dos países da OCDE, a diferença salarial é de cerca de 54%, evidenciando que a valorização do diploma no Brasil supera a de grande parte do mundo.
Apesar do potencial financeiro, o acesso à educação superior ainda é limitado. Apenas 20,5% da população com 25 anos ou mais possui graduação completa no país. Entre os jovens de 25 a 34 anos, a taxa sobe para 24%, mas permanece abaixo da média internacional. Outro desafio é a evasão: cerca de 25% dos estudantes abandonam a graduação no primeiro ano, e menos da metade consegue concluir o curso dentro do tempo previsto ou até três anos depois do prazo.
Por que o ensino superior transforma carreiras

Para Renata Gracioso, vice-presidente da ESAMC Jundiaí, a pesquisa confirma o poder do ensino superior como instrumento de transformação profissional e social. “Ter um diploma amplia as oportunidades no mercado de trabalho, possibilitando acesso a cargos mais qualificados e melhor remunerados. Além disso, a graduação não traz apenas conhecimento técnico, mas desenvolve competências essenciais, como pensamento crítico, comunicação e trabalho em equipe”, afirma.
A instituição registra resultados expressivos: pesquisas internas indicam que 90% dos ex-alunos estão empregados. “Isso mostra como a formação amplia a empregabilidade e abre portas para especializações e pós-graduações, fortalecendo o conhecimento e lapidando a carreira de cada aluno”, explica Renata.
Investimento e acessibilidade: o dilema do custo

Um dos obstáculos apontados é o custo da mensalidade. Muitos jovens veem o investimento inicial como uma barreira. “A educação deve ser entendida como um investimento de longo prazo. Quem não buscar o ensino superior dificilmente sairá de posições de assistente, enquanto quem se qualificar tem maiores chances de alcançar cargos de liderança”, alerta Renata. A ESAMC Jundiaí busca contornar esse desafio oferecendo mensalidades com bom custo-benefício e horários flexíveis que permitem conciliar trabalho e estudo.
Desafios da educação básica e preparação universitária

A pesquisa da OCDE também destaca que a diferença salarial no Brasil entre quem tem e quem não tem diploma é maior que em outros países, e Renata atribui isso às lacunas da educação básica. Muitos alunos chegam à universidade com dificuldades em português, matemática e raciocínio lógico. Nesse cenário, cabe à instituição nivelar os estudantes, preparando-os para atender às exigências do mercado.
Conexão com o mercado e experiências práticas
Para garantir diferenciais competitivos, a ESAMC Jundiaí aposta em iniciativas que aproximam os alunos do mercado. Parcerias com mais de 200 empresas locais oferecem estágios, processos seletivos exclusivos e eventos de networking. A metodologia pedagógica enfatiza a prática, com professores atuantes em suas áreas, trazendo experiências reais para a sala de aula.
Além disso, a instituição promove workshops, eventos de extensão e atividades como o Festival de Curtas e o Fashion Revolution, que incentivam a criação de portfólios e ampliam a visibilidade dos estudantes.
Mensagem final: investir em educação é investir no futuro
Renata reforça a importância do ensino superior para quem deseja crescer profissionalmente. “O ensino superior é um investimento em você para o longo prazo. Onde você quer estar daqui a 5, 10 ou 20 anos? Sem a graduação, provavelmente não irá chegar lá”, conclui.
O relatório da OCDE deixa claro que, no Brasil, um diploma universitário não é apenas um diferencial acadêmico — é um fator decisivo para a valorização profissional e a construção de uma carreira sólida.