Endrick: um recomeço e o dilema de Ancelotti
Gol na estreia pelo clube francês reacende debate sobre a presença do atacante na lista de Ancelotti para a Copa do Mundo.
- Publicado: 03/02/2026
- Alterado: 12/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Pocah
Ontem, Endrick marcou em sua estreia pelo Lyon, garantindo um dos gols na vitória na Copa da França. O gol não só salvou o time, mas reacendeu a grande questão sobre o garoto de 19 anos: será que Endrick deve ser convocado por Carlo Ancelotti?
Lidar com pressão nunca foi problema para Endrick. Ele foi vendido por 60 milhões de euros para o maior clube do mundo com apenas 16 anos, foi peça fundamental no título do Brasileirão de 2023 e tornou-se o mais jovem a marcar em um jogo internacional pela Seleção, em Wembley, contra a Inglaterra.
No entanto, todas essas conquistas criaram uma expectativa gigante. Não se via algo assim desde Neymar no Santos, gerando comparações pesadas, até mesmo com o Rei Pelé.

Mas a ida ao Real Madrid não fluiu como se imaginava. Ele teve poucos minutos e enfrentou a concorrência de ninguém menos que Kylian Mbappé. Para piorar, uma lesão muscular o tirou de boa parte da temporada, levando o técnico Xabi Alonso a priorizar outros atletas, como Gonzalo Garcia.
Foi aí que surgiram as dúvidas sobre sua vaga na Seleção. Enquanto Endrick perdia espaço, João Pedro ganhava notoriedade e Richarlison recuperava a confiança de Carlo Ancelotti, algo que o ex-palmeirense não conseguiu ter em seus tempos de Madrid.
O recomeço de Endrick na França e o futuro na Seleção
Após tentar seu espaço na Espanha sem sucesso, o jovem resolveu buscar novos ares na França, chegando por empréstimo ao Lyon. Em seu primeiro jogo, mostrou seu impacto habitual. Com isso, a passionalidade brasileira voltou a perguntar: Endrick tem que ir para a Copa de 2026?
A resposta não é fácil. Endrick é visto como o grande futuro do futebol brasileiro, ao lado de Estêvão, mas a falta de ritmo atrapalha. Por outro lado, a concorrência não empolga tanto: João Pedro, Matheus Cunha e Evanilson não vivem bons momentos em seus clubes e outros centroavantes chamam atenção, mas não carregam a mesma expectativa que Endrick.

Portanto, testar o garoto é uma obrigação de Ancelotti, caso ele mantenha a sequência no Lyon e o faro de gol da estreia. Como a Copa do Mundo é um torneio de “tiro curto”, ter um jogador com tanta estrela pode ser, justamente, a diferença entre um vice e um campeão.