Endividamento da população traz necessidade de alongar crédito no país
Crédito imobiliário representa aumento do prazo de pagamento e taxas de juros atrativas
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 20/05/2013
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
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Ao longo do tempo, o brasileiro vem incorporando a cultura do comprometimento de sua renda mensal com pagamento de juros. Mesmo com os esforços do governo federal para reduzir as taxas de juros no país, a realidade demonstra que, em média, esses juros são não apenas muito elevados, como também as linhas de crédito são de curtíssimo prazo. Diante desse cenário, há bastante espaço para o crescimento do mercado de crédito que conjuga longo prazo e taxas de juros menores.
Segundo a diretora da Barigüi Companhia Hipotecária, Maria Teresa Fornea, atualmente o brasileiro enfrenta o problema do alto comprometimento de sua renda com dívida, chegando à média aproximada de 22%. “Ironicamente, o volume de crédito disponível no país é pequeno e tem bastante espaço para o crescimento”, avalia.
Para entender melhor o fenômeno que acontece no Brasil, é importante a análise comparativa do que ocorre no mercado de crédito de outros países, levando em consideração o volume de crédito disponível para pessoas físicas e a posição média de endividamento da população.
POPULAÇÃO BRASILEIRA COMPROMETE 22% DA RENDA COM DÍVIDAS
Segundo Maria Teresa, enquanto no Brasil o estoque da dívida representa 43% da renda disponível, nos Estados Unidos, por exemplo, esse volume é superior a 120%. Ainda não indo tão longe e utilizando como comparação um país com realidade mais próxima, no Chile o estoque de dívida representa 62% da renda disponível. “O comprometimento médio da população de cada um desses países com dívida é sensivelmente inferior aos 22% da população brasileira, correspondendo a 12% e 18%, respectivamente. Portanto, há mercado para o crescimento do crédito, enquanto a população não tem mais espaço na sua renda mensal”, assinala.
Por conta desse cenário, a diretora da Barigüi Companhia Hipotecária afirma que o brasileiro precisa justamente não só de juros mais baixos, como também de prazos mais longos, fatores que proporcionam a diminuição do comprometimento de sua renda mensal com pagamento de dívidas através da consolidação de linhas de crédito curtas e caras em uma única prestação mensal reduzida.
Ela aponta que as características de prazo longo e de taxas mais baixas são historicamente as mesmas do crédito imobiliário, que ainda representa participação ínfima de 6% do PIB no Brasil, enquanto corresponde a 20% do PIB no Chile, demonstrando a necessidade de desenvolvimento para que o Brasil tenha êxito em sua expansão do crédito. “Cabe ao brasileiro buscar o crédito correto para que deixe de gastar com juros para investir em produção, projetos pessoais e qualidade de vida”, conclui ela.