Incontinência Urinária merece atenção das mulheres

Problema presente em número relativo de brasileiras requer cuidados específicos para não alcançar patamar preocupante

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Incontinência Urinária parece ser o novo alvo de combate de muitas brasileiras. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta que 25% das mulheres entre 15 e 64 anos sofrem do problema que exerce perda involuntária de urina da bexiga. A doença tem fortes consequências à saúde física e psicológica.

O problema requer atenção redobrada e um passo primordial para se livrar do mal é a prática de atividades físicas. “Se bem direcionada, a atividade física ajuda na prevenção da Incontinência Urinária. Vale ressaltar que é necessário tomar cuidado com a intensidade do exercício, pois algo de forte impacto, ao invés de ajudar, pode prejudicar o problema”, explica Tâmara Rufini, fisioterapeuta e professora de educação física da LIFE PQV, empresa especializada em avaliações de saúde.

Porém, quando se falar em exercícios para melhorias relacionadas à IU feminina, logo o alerta se direciona ao assoalho pélvico, que detém seus músculos localizados entra a região das coxas e genitais, sendo responsável direto da continência urinária. “O fortalecimento da região por meio de exercícios de contração rápida e mantida se torna forte aliado no combate da UI. Já pelo lado fisioterápico o trabalho é individual, com aparelhos de incontinência urinária, tais como: cones vaginais, biofeedback e eletroestimulação”, diz Tamara, salientando que os exercícios poderão ser feitos pelas mulheres diversas vezes ao dia, de maneiras distintas (de pé, sentada ou deita).

Os benefícios após a inclusão dos exercícios no dia-a-dia dependem somente da paciente e do nível de incontinência. Mas a prevenção diária do problema pode eliminar cirurgia. “A fisioterapia deve ser indicada como tratamento de primeira escolha em 76% dos casos de IU de esforço. A taxa de sucesso é de 50 a 90% dos casos. Sendo assim, a realização bem feita das atividades pode evitar que a pessoa siga à cirurgia. Contudo, vale lembrar que os casos devem sempre ser acompanhados por equipes multidisciplinares: médicos, fisioterapeutas e, se necessário, psicólogo”.

Convívio Social – Até que ponto a Incontinência Urinária pode afetar o convívio social da mulher? Este questionamento é totalmente cabível com relação às mulheres que sofrem de IU, pois o problema abrange o lado emocional, a vida social e sexual. “Estudos mostram que o que mais afeta as mulheres com a incontinência urinária é o convívio social causando o desconforto e interfere negativamente na qualidade de vida”, afirma Tamara, que ressalta o passo fundamental para evitar problemas nesse sentido. “É importante que a mulher deixe a vergonha de lado na hora de se consultar com o médico e falar do assunto. O certo é abrir o jogo e deixar o médico ciente do problema, para assim, começar o tratamento que possibilite melhoras no convívio social”, alerta.