São Paulo registra 311,2 mil novos empregos em 2025
Todos os grandes grupos econômicos registram saldo positivo de empregos
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 30/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Secult PMSCS
O estado de São Paulo alcançou um saldo positivo de 311.228 novos empregos com carteira assinada ao longo do ano de 2025, conforme os dados divulgados nesta quinta-feira, 29 de janeiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse resultado é fruto de 8.408.584 admissões e 8.097.356 desligamentos, colocando São Paulo na vanguarda da geração de empregos no Brasil.

São Paulo puxa a geração de empregos formais no Brasil
Durante o ano passado, todas as cinco principais categorias de atividades econômicas analisadas apresentaram resultados favoráveis em termos de criação de postos de trabalho. O setor de Serviços destacou-se, com a adição de 184.858 novas vagas, seguido pelo Comércio, que gerou 61.583 postos, Construção com 23.591, Indústria com 22.638 e Agropecuária com 18.559.
A maior parte das novas oportunidades foi preenchida por mulheres, que ocupam 195.409 cargos, enquanto os homens registraram um saldo positivo de 115.819 empregos. O segmento que mais se beneficiou foi o dos profissionais com ensino médio completo, contabilizando 245 mil novas vagas. Além disso, a faixa etária entre 18 e 24 anos se destacou como a que mais recebeu novas oportunidades, totalizando 276.481 postos.
Na esfera municipal, a capital paulista liderou a criação de empregos em 2025, adicionando 101.818 novos postos e mantendo um estoque total de 5 milhões de empregos formais. Outros municípios que se destacaram foram Osasco (24.916), Guarulhos (12.836), Barueri (9.087) e Santos (6.327).
Em nível nacional, o Brasil terminou o ano com um saldo total de 1.279.498 empregos formais criados, resultado de aproximadamente 26,59 milhões de admissões contra 25,32 milhões de desligamentos registrados entre janeiro e dezembro de 2025. O número total de vínculos celetistas aumentou em 2,71%, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões ao longo do ano.
Os dados do Novo Caged revelam que todas as cinco regiões do país e as 27 Unidades da Federação tiveram desempenho positivo no mercado de trabalho durante o ano passado. A região Sudeste se destacou como a que mais gerou empregos, com um saldo positivo de 504.970 novas vagas (+2,10%), seguida pela região Nordeste com 347.940 (+4,38%) e Sul com a adição de 186.120 (+2,16%). As regiões Centro-Oeste e Norte também apresentaram resultados positivos, com saldos respectivos de 149.530 (+3,56%) e 90.610 (+3,81%).
No âmbito estadual, além de São Paulo (311.228 postos; +2,17%), o Rio de Janeiro também teve um desempenho notável com a criação de 100.920 novas vagas (+2,60%), assim como a Bahia que registrou um crescimento de 94.380 vínculos formais (+4,41%). As taxas mais elevadas foram observadas no Amapá (+8,41%), Paraíba (+6,03%) e Piauí (+5,81%).
Analisando os setores econômicos no acumulado do ano, todos os cinco grandes grupamentos mostraram crescimento na geração de empregos formais: o setor Serviços foi responsável pela criação de 758.355 postos (+3,29%), seguido pelo Comércio com um acréscimo de 247.097 novas vagas (+2,3%). Dentro do setor Serviços, as atividades relacionadas à informação e comunicação e aquelas financeiras e administrativas foram as que mais cresceram com um total combinado de 318.460 postos (+3,12%). A administração pública e serviços sociais também mostraram forte incremento com a adição de 194.903 vagas.
A Indústria contribuiu positivamente para o cenário com a criação de 144.319 novos postos (+1,6%), enquanto o setor da Construção gerou mais 87.878 vagas (+3,1%) e a Agropecuária registrou um crescimento modesto mas significativo com saldo positivo de 41.870 postos (+2,3%).
No entanto, dezembro apresentou uma retração histórica no mercado formal brasileiro, resultando na perda de cerca de 618.164 vagas devido ao tradicional fechamento anual das empresas em função das festas natalinas e fim de ano. Esta redução afetou tanto homens (-348 mil) quanto mulheres (-269 mil). As maiores quedas ocorreram em São Paulo (-224 mil), Minas Gerais (-72 mil) e Paraná (-51 mil). Todas as principais atividades econômicas também relataram saldos negativos neste mês.
Em relação aos salários no mesmo período em análise, o salário médio real registrado nas admissões foi de R$2.303,78 apresentando uma leve queda em comparação a novembro anterior; contudo houve um aumento significativo quando comparado ao mesmo mês do ano anterior (alta de +2,55% em relação a dezembro de 2024).