EMEI adota educação antirracista com uso de bonecos em SP
Projeto pedagógico antirracista encanta crianças da EMEI Manuel Soares Neiva por meio de representatividade e afeto
- Publicado: 24/04/2026 12:27
- Alterado: 24/04/2026 12:27
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: PMSBC
A EMEI Manuel Soares Neiva, na Vila Dom Pedro I, está transformando o cotidiano de seus alunos através de um projeto de educação antirracista inspirado nos bonecos Tayó e Akin, personagens da autora Kiusam de Oliveira. A iniciativa foca em identidade, diversidade e respeito, consolidando práticas de um currículo antirracista alinhado ao Protocolo de Enfrentamento ao Racismo e à Xenofobia da Rede Municipal de Ensino.
De acordo com a coordenação pedagógica, o objetivo é construir um ambiente de empatia e equidade desde cedo. Os bonecos participam de rodas de conversa, brincadeiras e contação de histórias, ajudando as crianças a desenvolverem a linguagem e o pertencimento dentro de uma perspectiva antirracista.
Representatividade e Autoestima

O projeto tem um impacto direto na construção da autoimagem dos pequenos, reforçando o compromisso antirracista com as crianças negras. A professora Valéria Torrente ressalta que elementos como o cabelo Black Power são apresentados como símbolos de potência e beleza, essenciais para o letramento antirracista.
- Identidade: Fortalecimento da segurança emocional e combate ao preconceito.
- Cultura: Introdução à ancestralidade brasileira e ao continente africano.
- Vivências: Música, ritmos de percussão e culinária que valorizam a cultura negra.
Resposta das Crianças
O encantamento é a reação predominante entre os alunos, provando que o diálogo contra o racismo pode ser lúdico e afetivo. “Prô, elas são muito lindas”, e “Coloca ela sentada aqui do meu lado” são frases que demonstram a naturalização da diversidade. Para a professora Daniela Maia, a proposta ensina a olhar o mundo com sensibilidade e a construir relações antirracistas genuínas.
Compromisso com a Equidade
Gerida pela Secretaria Municipal de Educação (SME), a rede de São Paulo reafirma, em 2026, seu compromisso com uma educação inclusiva e antirracista. Ao investir em formação e projetos que ocupam todos os espaços da escola, a cidade garante que o combate ao racismo comece na base, transformando a sociedade a partir da primeira infância.