Eduardo Bolsonaro diz que Motta e Alcolumbre podem sofrer sanções dos EUA
Deputado relaciona sobretaxa dos EUA à postura do Congresso sobre anistia e impeachment
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 25/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Recentemente, um congressista brasileiro traçou uma conexão entre a aprovação de um projeto de lei que propõe anistia a condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 e a sobretaxa de 50% anunciada pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além de outras sanções direcionadas a autoridades do Brasil.
Durante uma entrevista ao programa “Oeste com Elas” no YouTube, o parlamentar ressaltou que a negativa de visto ao ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, estava relacionada à sua recusa em pautar diversos pedidos de impeachment que se acumulavam em sua mesa. Segundo ele, essa atitude fez parte do apoio ao regime brasileiro vigente.
O deputado também mencionou Davi Alcolumbre, afirmando que ele ainda não se encontra sob pressão intensa, mas é potencialmente um alvo do governo americano. Ele enfatizou que Alcolumbre poderia evitar sanções em relação ao seu visto caso oferecesse apoio ao regime. O mesmo se aplica ao deputado Hugo Motta, uma vez que na Câmara dos Deputados, a proposta de anistia está em discussão. O parlamentar destacou que o impeachment de ministros é atribuição do presidente do Senado, enquanto a anistia depende da presidência da Câmara.

Eduardo Bolsonaro, também presente na conversa, declarou que os presidentes das duas Casas não possuem a mesma postura que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e acrescentou que a solução para a sobretaxa não depende do Brasil. Ele advertiu que se o país não conseguir avançar na pauta da anistia ou no impeachment de Moraes, as consequências poderão ser graves.
A proposta de anistia tem sido uma prioridade para a oposição na Câmara dos Deputados, embora membros da base aliada e integrantes do centrão considerem sua aprovação como improvável.

A menção às sanções está ligada à Lei Magnitsky, que permite ao governo americano impor punições unilaterais a estrangeiros acusados de corrupção grave ou violações sistemáticas dos direitos humanos. Críticos de Moraes têm sugerido que essa lei poderia servir como fundamento legal para sanções contra o ministro.
A possibilidade de sanções direcionadas aos presidentes da Câmara e do Senado já havia sido levantada por Paulo Figueiredo, neto do último presidente da ditadura militar brasileira. Figueiredo revelou estar colaborando com Eduardo Bolsonaro para tratar desse tema com as autoridades americanas, destacando que a intervenção de Eduardo foi fundamental para evitar tais sanções até o momento.
De acordo com Figueiredo, todos os envolvidos terão uma oportunidade de fazer escolhas significativas sobre o futuro político do Brasil ou sobre o apoio a Alexandre de Moraes, e que essas escolhas trarão consequências relevantes.
O Departamento de Estado dos EUA ainda não confirmou detalhes sobre a medida anunciada recentemente e não esclareceu se isso poderá resultar na deportação de familiares dos ministros nos Estados Unidos. Fontes ligadas às discussões afirmam que apenas três ministros do Supremo – Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux – devem ser poupados das restrições.
Documentos compartilhados por bolsonaristas com autoridades americanas indicam até mesmo Rodrigo Pacheco como um político que sustentou Moraes e, por conseguinte, merecedor de possíveis sanções.