Economista do FMI diz que meta de superávit do Brasil é factível e apropriada

A meta brasileira de superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e 2% nos próximos é "factível e apropriada"

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Essa foi a afirmação do economista do departamento de Assuntos fiscais do Fundo Monetário Internacional (FMI), Benedict Clements, em uma entrevista a jornalistas para comentar o relatório Monitor Fiscal.

“Acreditamos que o governo vai alcançá-las.” Apesar de esperar que o Brasil alcance a meta fiscal, Clements ressaltou que mais precisa ser feito pelo governo federal para cumprir seus objetivos de melhorar as contas fiscais e bater a meta.

“O governo permanece totalmente comprometido e achamos que ele vai alcançar”, afirmou o economista. “É importante a dívida em trajetória de queda”, afirmou o economista.

No relatório Monitor Fiscal, divulgado nesta quarta-feira, 15, o FMI prevê um aumento da dívida bruta do Brasil este ano, subindo para 66,2% do PIB, ante 65,2% no ano passado.

Para 2016, a previsão é que a dívida bruta se estabilize em 66,2%, votando a cair em 2017, quando deve ficar em 65,3%, número bem acima da média dos países emergentes, ao redor de 40%.

“O crescimento está caindo no Brasil, mas acreditamos que as autoridades estão colocando em prática uma boa política fiscal”, afirmou aos jornalistas. “Acreditamos que o Brasil está fazendo progresso em direção a restaurar a confiança.”

 Melhorar o ambiente de negócios e a confiança dos investidores é essencial para que a atividade econômica volte a se acelerar. Falando da América Latina como um todo, Clements ressaltou que para os países da região fortes em recursos naturais é importante criar um bom arcabouço fiscal. Só assim, os governos conseguem lidar com um cenário mais volátil dos preços das commodities.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 15/04/2015
  • Fonte: Farol Santander São Paulo