Cerca de 20 mil metalúrgicos do ABC participam de ato contra o PL 4330
Cerca de 20 mil metalúrgicos do ABC participaram na manhã desta quarta-feira, 15 de abril, das mobilizações pelo Dia Nacional de Paralisação contra o Projeto de Lei 4.330, que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa. Durante a manifestação, os trabalhadores nas montadoras Volkswagen, Mercedes-Benz, Scania e Ford cruzaram os braços e […]
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 15/04/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Cerca de 20 mil metalúrgicos do ABC participaram na manhã desta quarta-feira, 15 de abril, das mobilizações pelo Dia Nacional de Paralisação contra o Projeto de Lei 4.330, que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa. Durante a manifestação, os trabalhadores nas montadoras Volkswagen, Mercedes-Benz, Scania e Ford cruzaram os braços e fecharam a Rodovia Anchieta em frente às respectivas fábricas.
O presidente do sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, chamou a atenção dos trabalhadores para a gravidade de aprovar um projeto que precariza o emprego, e reforçou que os metalúrgicos vão continuar lutando contra o projeto. “O objetivo dessa proposta é fazer, de forma disfarçada, uma reforma trabalhista de interesse do empresariado. O clima entre os trabalhadores é de greve geral contra esse desmonte que querem fazer dos direitos dos trabalhadores”, afirmou.
O presidente da CUT (Central única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, também discursou durante o ato. “Aqui é manifestação de trabalhador, pelos nossos direitos. Os patrões querem rasgar a CLT. O projeto 4.330 não traz benefícios nem para a economia brasileira e nem para os trabalhadores”, declarou.
Os trabalhadores na Mercedes compareceram ao protesto, mesmo estando em licença-remunerada no dia de hoje. Na Volks, uma réplica da carteira de trabalho foi queimada para chamar a atenção para a gravidade do projeto. “A luta não se encerra hoje. Vamos utilizar todos os instrumentos necessários para combater e evitar o ataque aos direitos dos trabalhadores. Quando a gente luta, é por direitos, por melhores condições de trabalho e de vida. Não aceitaremos retrocessos”, destacou o secretário-geral do Sindicato, Wagner Santana. O dirigente pediu que todos os metalúrgicos fiquem atentos às orientações do comitê sindical nas fábricas para a realização de novos atos de protesto a qualquer momento.
O PL 4330 foi aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 8 e agora segue para votação no Senado. Se aprovada, a proposta permitirá a terceirização, inclusive, da atividade-fim de uma empresa. Atualmente, a terceirização só é permitida em atividade-meio das empresas. Uma montadora, por exemplo, pode terceirizar atividades como faxina, portaria e segurança.