Economia brasileira cresce 1,3% no primeiro trimestre de 2025

Inflação desacelera e Selic permanece em alta

Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

No início de 2025, a economia brasileira apresentou um desempenho positivo, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (19). O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), um indicador que mede a evolução do setor produtivo do país, registrou um crescimento de 1,3% entre janeiro e março em comparação ao quarto trimestre de 2024, após ajustes sazonais.

Quando analisado em relação ao mesmo período do ano anterior, o primeiro trimestre de 2025 apresentou um aumento significativo de 3,7%, refletindo um crescimento robusto mesmo sem ajustes sazonais.

Focando apenas no mês de março, o IBC-Br também mostrou resultados favoráveis, com uma elevação de 0,8% em relação a fevereiro. Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, a alta foi de 3,5%, evidenciando uma tendência de recuperação econômica.

Ao longo do ano até agora, o índice acumulou um crescimento de 3,7%, enquanto nos últimos doze meses, a variação alcançou 4,2%, destacando a resiliência da economia brasileira.

O IBC-Br serve como uma ferramenta importante para o Comitê de Política Monetária (Copom), que utiliza esses dados para embasar suas decisões sobre a taxa básica de juros, atualmente fixada em 14,75% ao ano. Esse índice abrange informações relevantes sobre a atividade nos setores industrial, comercial e de serviços, além da agropecuária e arrecadação tributária.

A Selic é considerada o principal mecanismo do Banco Central para controlar a inflação. A elevação da taxa tem como objetivo conter o consumo excessivo e estabilizar os preços ao encarecer o crédito e incentivar a poupança. Entretanto, taxas elevadas podem limitar o crescimento econômico.

Por outro lado, uma redução na Selic geralmente resulta em crédito mais acessível, estimulando tanto a produção quanto o consumo e potencialmente aumentando a pressão inflacionária.

Inflação

Em abril deste ano, a inflação oficial atingiu 0,43%, impulsionada principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos e medicamentos. Este resultado representa uma desaceleração pelo segundo mês consecutivo, após taxas de 1,31% em fevereiro e 0,56% em março.

No acumulado anual, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação soma 5,53%. O BC atribui o recente aumento da Selic em 0,5 ponto percentual ao incremento nos preços alimentares e energéticos, além das incertezas econômicas globais. Este foi o sexto aumento consecutivo na taxa durante um ciclo de restrição monetária.

No comunicado após a reunião do Copom no início deste mês, não foram oferecidas diretrizes claras sobre possíveis ações futuras para a reunião programada para junho. O órgão reiterou que as incertezas continuam elevadas e exigirão cautela nas decisões relacionadas à taxa Selic.

Produto Interno Bruto

É importante destacar que embora o IBC-Br forneça informações valiosas sobre a economia brasileira, sua metodologia difere daquela utilizada para calcular o Produto Interno Bruto (PIB), que é considerado o indicador oficial da saúde econômica do país e é publicado pelo IBGE. O PIB reflete a soma total dos bens e serviços finais produzidos em território nacional. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão e representando o maior crescimento desde 2021.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 19/05/2025
  • Fonte: Sorria!,