Dólar inicia 2026 em forte queda

Dólar recua e real se valoriza; Ibovespa cai com Petrobras e restrições chinesas

Crédito: Agência Brasil

O dólar opera em queda firme nesta sexta-feira (2), primeiro pregão do ano no Brasil. Às 14h10, a moeda norte-americana recuava 1,22%, cotada a R$ 5,4205, com o real apresentando um dos melhores desempenhos entre as divisas globais, mesmo em um contexto de agenda econômica esvaziada e liquidez reduzida após o feriado de Ano Novo.

Com menor volume de negócios, a cotação do dólar tende a apresentar maior volatilidade. No último pregão de 2025, terça-feira, a divisa fechou em queda de 1,6%, a R$ 5,488, acumulando perda anual de 11,19%, impulsionada pelo nível elevado de juros no Brasil, que favoreceu a entrada de capital no país.

Ibovespa cai com petróleo e restrições chinesas

Reprodução

O Ibovespa abriu em alta, mas virou para queda, recuando 0,55%, aos 160.224 pontos. O índice foi pressionado pela desvalorização das ações da Petrobras, impactadas pelo declínio do petróleo no exterior, e de Minerva e MBRF, após a China impor restrições às importações de carne bovina.

O índice encerrou 2025 com alta acumulada de 33,7%, o maior avanço desde 2016, quando subiu 39% em um ano marcado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Expectativas para 2026

dólar
Valter Campanato/Agência Brasil

Estrategistas do BTG Pactual projetam desempenho positivo das ações brasileiras no início de 2026, apoiado pela flexibilização dos ciclos monetários nos Estados Unidos e no Brasil.

É verdade que devemos ver menos ventos favoráveis dos EUA, já que as taxas devem permanecer estáveis no primeiro semestre, mas a redução das taxas no Brasil pode continuar impulsionando os mercados locais”, afirmaram Carlos Sequeira e equipe, alertando que eleições e política local devem aumentar a volatilidade no final do primeiro trimestre.

Na agenda econômica, o índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria de dezembro, compilado pela S&P Global, mostrou que a atividade industrial brasileira encerrou 2025 em retração, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 02/01/2026
  • Fonte: Fever