Dólar hoje: veja a cotação para esta quarta-feira (13)
Confira a cotação do dólar nesta quarta-feira (13), atualizado às 10h
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 13/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O mercado cambial brasileiro observou a abertura do dólar com leve variação, próximo à estabilidade, nesta quarta-feira, após uma expressiva queda de 1,02% registrada na sessão anterior. O foco dos investidores se volta agora para as possíveis medidas que o governo poderá anunciar em apoio às empresas impactadas pela tarifa comercial de 50% imposta pelos Estados Unidos.
Em relação ao cenário internacional, as atenções estão voltadas para a posição que o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, adotará em sua próxima reunião sobre a taxa de juros. A pressão exercida por Donald Trump, que ameaça processar o presidente do Fed, Jerome Powell, devido aos altos custos associados à reforma da sede da instituição, adiciona um elemento de incerteza ao panorama.
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Às 9h05, a moeda americana apresentava uma alta de 0,08%, sendo cotada a R$ 5,3907. No fechamento da terça-feira (12), o dólar havia registrado um valor de R$ 5,387, refletindo uma significativa desvalorização impulsionada por dados recentes sobre a inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Este fechamento representou o menor valor desde 14 de junho de 2024.

A tendência de queda do dólar também acompanhou movimentos externos. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis outras moedas fortes, caiu 0,46%, situando-se em 98.054 pontos.
No âmbito doméstico, a Bolsa brasileira encerrou o dia com um ganho de 1,66%, alcançando os 137.878 pontos. Esse desempenho positivo foi impulsionado por balanços financeiros favoráveis, com ações da Sabesp e BTG Pactual apresentando aumentos de até 12% após reportarem lucros satisfatórios no segundo trimestre.
Na manhã desta terça-feira, o Escritório de Estatísticas Trabalhistas do Departamento do Trabalho dos EUA divulgou que a inflação norte-americana subiu 0,2% em julho, após um aumento anterior de 0,3% em junho. Em termos anuais, o índice de preços ao consumidor ficou em 2,7%, alinhando-se ao patamar observado em junho e levemente abaixo da expectativa de alta de 2,8% conforme apurado pela Reuters.
Esse resultado fortalece as expectativas sobre a possibilidade do Fed retomar os cortes na taxa de juros na próxima reunião marcada para setembro. Analistas apontam quase 90% de probabilidade para uma redução de 0,25 ponto percentual nesse encontro, segundo dados da LSEG.
Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, ressaltou que a expectativa de cortes nos juros pelo Fed tende a enfraquecer o dólar globalmente. Ele comentou: “A perspectiva de taxas mais altas no Brasil comparadas às apostas por cortes nos EUA reforçam nosso diferencial de juros“.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também revelou nesta manhã que a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de apenas 0,26% em julho – a menor taxa para este mês desde 2023.
Este novo dado ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro que previam uma mediana de 0,36%, com um intervalo entre 0,30% e 0,39%. A redução foi impulsionada principalmente pelo setor alimentício e bebidas que apresentou queda de 0,27% no período.
Com esse resultado positivo, o IPCA acumulado nos últimos 12 meses desacelerou para 5,23%, comparado aos 5,35% registrados até junho. Essa situação é monitorada pelo Banco Central que tem como meta manter a inflação dentro do intervalo tolerável estabelecido entre 1,5% (mínimo) e 4,5% (máximo), com um centro fixado em 3%.
Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, advertiu que apesar dos resultados mais otimistas do que o previsto, a inflação brasileira ainda está distante das metas estabelecidas pelo Banco Central. “As previsões para cortes na taxa pelo BC permanecem apenas para o final deste ano; portanto nossa taxa deve continuar elevada“, destacou Zogbi.
Impacto da política no Dólar
No cenário interno também se destaca a vigilância dos investidores nas negociações tarifárias entre Brasil e EUA e as medidas emergenciais propostas pelo governo brasileiro para amparar as empresas afetadas pela recente tarifa imposta por Trump.
A expectativa é que nesta terça-feira o governo Lula divulgue um plano direcionado às empresas prejudicadas pelo aumento tarifário. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) já havia sinalizado sobre essa possibilidade.
Além disso, espera-se que o pacote inclua o diferimento dos impostos federais – ou seja, a postergação do pagamento tributário – para proporcionar um alívio imediato nesse momento delicado após a implementação das tarifas. A proposta sugere um adiamento máximo de até 90 dias para concentrar os impactos ainda este ano. As novas tarifas entraram em vigor na última quarta-feira (6).
A administração Lula continua apostando na diplomacia como meio para alcançar um entendimento com os Estados Unidos; entretanto, iniciativas anteriores não têm surtido efeito positivo até agora.
Nesta terça-feira (13), novas críticas foram dirigidas ao governo brasileiro por parte da administração Trump e especificamente ao ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal). O Departamento de Estado dos EUA manifestou preocupações sobre repressão ao “debate democrático” no Brasil e observou uma deterioração na situação dos direitos humanos em 2024.
Em um desenvolvimento recente, na segunda-feira (11), o ministro Fernando Haddad (Fazenda) anunciou que sua reunião programada com Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos para discutir a sobretaxa imposta ao Brasil foi cancelada.
Embora tenha sido enviado um link via Zoom para essa conversa pelo Departamento do Tesouro americano ao Ministério da Fazenda brasileiro, houve uma mudança repentina quanto à realização desse encontro.
Eduardo Bolsonaro tem liderado esforços significativos em Washington buscando implementar medidas contra o STF em função das ações judiciais enfrentadas por seu pai relacionadas aos eventos golpistas ocorridos em 2022.
Enquanto os diálogos entre Brasil e Estados Unidos não avançam como esperado, o governo Lula se dedica à construção de novas relações comerciais. Recentemente Lula manteve uma conversa produtiva com Xi Jinping durante cerca de uma hora. Segundo informações divulgadas pelo Planalto, os líderes abordaram questões globais atuais e os esforços recentes visando paz entre Rússia e Ucrânia.
A China reiterou sua disposição em colaborar com o Brasil para estabelecer um modelo exemplar de unidade e autossuficiência entre países emergentes globalmente. Além disso, na última segunda-feira foi firmada uma prorrogação por mais três meses na pausa tarifária com os Estados Unidos; assim produtos chineses continuarão sujeitos à tarifa reduzida enquanto os produtos americanos enfrentarão taxas menores ao serem importados pela China.