Dólar cai pela sexta vez seguida e fecha em R$ 5,68
Dólar em queda e bolsa em alta: tensões EUA-China amenizam e mercados reagem com otimismo; saiba os detalhes dessa virada financeira!
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 25/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Em um contexto de possível amenização nas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, o dólar registrou sua sexta queda consecutiva, permanecendo abaixo da marca de R$ 5,70. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira continuou sua trajetória ascendente, alcançando uma valorização de quase 4% na semana.
Na última sexta-feira (25), o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,687, apresentando um leve recuo de 0,08%. Durante o dia, a moeda americana teve variações significativas: começou com alta, caiu para R$ 5,66 por volta das 13h30 e experimentou uma leve recuperação antes do fechamento, mas ainda assim encerrou em baixa.
No acumulado da semana, a moeda norte-americana despencou 2%, enquanto no mês de abril sua desvalorização chegou a 0,29% e desde o início do ano já acumula uma queda de 7,98%.
O índice Ibovespa da B3 também demonstrou desempenho positivo, fechando o dia em 134.739 pontos com um incremento de 0,12%. Apesar das flutuações que levaram o indicador à baixa durante a tarde, ele reagiu favoravelmente nos momentos finais das negociações.
Na soma da semana, a bolsa brasileira obteve um crescimento expressivo de 3,93%, com um aumento acumulado de 3,44% apenas em abril.
Diversos fatores contribuíram para essa aparente trégua nos mercados financeiros nesta sexta-feira. No âmbito interno, a divulgação da prévia da inflação oficial que ficou dentro das expectativas dos analistas trouxe uma sensação de estabilidade ao mercado.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou uma taxa de inflação de 0,43% no mês corrente, mostrando uma desaceleração em comparação ao mês anterior, que havia encerrado em 0,64%.
No cenário internacional, embora o dólar tenha se fortalecido frente às moedas das economias desenvolvidas, observou-se uma queda em relação às divisas dos países emergentes. Este movimento foi impulsionado por declarações do governo do presidente Donald Trump indicando que as tensões comerciais com a China poderiam ser suavizadas.
Pela manhã, Trump revelou ter mantido conversas frequentes com o presidente chinês Xi Jinping, embora sem fornecer detalhes específicos. À tarde, reafirmou seu compromisso de “ser razoável” na aplicação de tarifas comerciais e destacou que está engajado em negociações com diversas nações. Apesar da falta de evidências concretas para respaldar suas afirmações, tais declarações proporcionaram um alívio nas pressões enfrentadas pelos mercados financeiros globais.